sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

HAPPY HOUR


PENSAMENTO DA SEXTA


NOSSO SOM





NO PARÁ DO AÇAÍ- DEZ 12

VIVENDO NO BRASIL 1



OMS RELATÓRIO

OMS alerta para dificuldade no acesso à saúde básica

No mundo, 800 milhões de pessoas gastam mais de 10% de seus orçamentos com despesas extras de saúde (Foto: Pixabay)

Metade da população mundial não tem acesso aos serviços básicos de saúde. É o que afirma um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Banco Mundial divulgado na última quarta-feira, 13.
Segundo o documento, anualmente cerca de 100 milhões de pessoas acabam em situação de pobreza extrema por conta de despesas com a saúde.

O relatório alerta que a população mais pobre é constantemente forçada a optar pelos gastos com a saúde em detrimento de comida e educação, por exemplo. Com isso, acabam vivendo com apenas US$ 1,9 por dia. Mais de 122 milhões ao redor do mundo vivem com US$ 3,1 por dia por conta destas despesas, nível considerado como “pobreza moderada”. Para piorar, o número vem aumentando 1,5% a cada ano desde o ano 2000.

Para se ter uma ideia do problema, 800 milhões de pessoas gastam mais de 10% de seus orçamentos com despesas extras de saúde que não estão incluídas nos sistemas de saúde. As mulheres são as que mais sofrem com a falta de acessibilidade aos sistemas de saúde. Muitas não têm acesso aos serviços relacionados com a maternidade nem com a da saúde da criança.

“Cobertura de saúde universal não é apenas relativo a uma saúde melhor. A realidade é que enquanto milhões de pessoas são empobrecidas com despesas de saúde, nós não vamos alcançar o objetivo de desenvolvimento sustentável de terminar com a extrema pobreza até 2030”, diz Timothy Evans, do Banco Mundial.

Apesar da cobertura de saúde universal ser um ponto-chave dos objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, ativistas alegam que sem um compromisso sólido do governo, a meta fica fora do alcance.

Segundo o relatório, a Ásia tem a maior taxa dos que estão abaixo da linha da pobreza por conta de despesas extras de saúde. Estima-se que 72% das pessoas que gastam 25% de seu orçamento com saúde vivam na Ásia. A África, por sua vez, tem visto o número de pessoas que gastam pelo menos 10% de seu orçamento com saúde crescer rapidamente.

No entanto, o problema da acessibilidade ao sistema de saúde não está limitado aos países em desenvolvimento. Na Europa, em partes da Ásia e na América Latina, em lugares com altos níveis de acessibilidade ao sistema de saúde, mais pessoas estão gastando pelo menos 10% de seus orçamentos com despesas de saúde.The Guardian

BRASIL ÁSIA

Por motivos de saúde, Temer cancela viagem à Ásia prevista para janeiro


O presidente Michel Temer cancelou uma viagem que iria realizar em janeiro a quatro países do sudeste asiático por conta de problemas de saúde, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais.

Nesta semana, a Chancelaria informou que a viagem de trabalho seria realizada entre 7 e 12 de janeiro e incluiria visitas oficiais ao Vietnã, Cingapura, Timor Leste e Indonésia.

No entanto, o líder foi hospitalizado na quarta-feira e submetido a uma cirurgia para corrigir um problema urinário, e apesar de sua recuperação ser "satisfatória", os médicos recomendaram que a viagem seja cancelada, disseram à Agência Efe fontes oficiais.

Em comunicado oficial, a Secretaria de Comunicação da Presidência explicou que a viagem foi "postergada" e que o Ministério de Relações Exteriores "negociará" novas datas com os Governos dos quatro países que Temer visitaria.

Temer permanecerá hospitalizado, pelo menos, até amanhã, o que o obrigou a cancelar a agenda que tinha prevista para hoje, que incluía o ato de posse do novo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, que foi adiado até a semana que vem.

O governante, de 77 anos, sofreu diversos problemas de saúde nos últimos meses que o obrigaram a suspender atividades oficiais e a cancelar, em duas ocasiões, uma visita ao Brasil do presidente da Bolívia, Evo Morales, que finalmente ocorreu no último dia 5.

Em outubro, o presidente foi submetido a uma cirurgia na próstata para corrigir uma "obstrução urinária" e depois passou por uma angioplastia em três artérias coronárias, que também estavam entupidas.EFE

MULHERES CARDIOLOGIA

Cresce no Brasil a ocorrência de infarto entre as mulheres

Hábitos de fumar e beber com mais frequência contribuíram para o aumento de casos entre as mulheres, diz cardiologista (Foto: Max Pixel)

As próximas linhas podem mexer com o seu coração. Das 70 pessoas, em média, que enfartam diariamente no Brasil, 48% são mulheres. Os números podem até não impressionar se o leitor não souber, por exemplo, que, há 50 anos, a cada dez casos de infarto, somente um ocorria em mulher. Isso prova que, nos últimos anos, aumentou consideravelmente – segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) – a ocorrência de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) também entre o sexo feminino.

Segundo o cardiologista César Jardim, a partir de meados do século 20, a mulher adotou comportamento até então típico dos homens – como a dupla jornada de trabalho -, bem como os hábitos de fumar e beber com mais frequência, muito embora a Pesquisa Especial de Tabagismo do Ministério da Saúde tenha indicado que, entre os jovens, homens ainda fumam 2,5 vezes mais do que as mulheres. A população fumante no país é de 25 milhões de pessoas. Combinação tão explosiva quanto perigosa é a adoção da pílula anticoncepcional pelas tabagistas.

Apesar das conquistas e benefícios da emancipação feminina, a saúde delas acabou pagando um alto preço. Outros hábitos favorecem a ocorrência do infarto: alimentos com alto índice de colesterol e gordura, bem como a falta de atividade física contribuem para o entupimento das artérias coronarianas e, consequentemente, para o infarto e o AVC.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 300 mil brasileiros morrem por ano em decorrência de doenças cardiovasculares – como infarto, mal súbito, AVC, doença vascular periférica, entre outras. E, cada vez mais, o número de ocorrências entre o sexo feminino se aproxima do masculino. A mulher está cada dia mais exposta aos fatores que oferecem riscos para o coração. “Alguns dos mais comuns são: aumento da pressão arterial, bem como da cintura abdominal, estresse frequente e alimentação inadequada”, explica o cardiologista.Claudio Carneiro

COMPORTAMENTO



VIVENDO NO BRASIL 2

EUA INTERNET

EUA aprovam regra que acaba com a neutralidade da rede

Arquivo. EFE/SSP

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) aprovou nesta quinta-feira uma nova norma sobre a internet que acaba com o conceito de "neutralidade da rede" no país, uma medida garantida por uma regulação feita em 2015.

A maioria republicana no órgão regulador votou a favor da regra que decreta o fim do princípio de "neutralidade da rede", que protegia a internet como um serviço de utilidade pública.

A decisão foi tomada por três votos favoráveis e dois contrários - dos democratas que estão no órgão. Dessa forma, a FCC revogará a regulação defendida pelo então presidente dos EUA, Barack Obama, em 2014, medida que só foi aprovada no ano seguinte.

Na prática, a norma de 2015 impedia que os provedores de internet pudessem bloquear ou desacelerassem o tráfego em sites determinados.

Esse princípio, que buscava garantir o livre acesso à rede, foi eliminada apesar dos múltiplos protestos por parte de democratas, associações de consumidores e alguns republicanos.

Quando a nova regulação começar a ser aplicada, os provedores de internet poderão decidir quais sites serão bloqueados ou terão acesso mais lento, inclusive os de veículos de imprensa ou de divulgação de vídeo.

Os republicanos que fazem parte da FCC argumentam que a decisão põe fim a uma regra que trata com "mão firme" a indústria de provedores de internet diante de "hipotéticos danos".

As duas democratas rebateram os colegas, mostrando as consequências negativas que poderia ter o fim da neutralidade da rede para consumidores e pequenas empresas provedoras de conteúdo.

As opositoras tentaram adiar a votação para avaliar os mais de 22 milhões de comentários feitos à proposta de acabar com a neutralidade na rede. No entanto, pelo menos dois milhões deles foram feitos por perfis falsos, segundo o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman.

A votação teve que ser suspensa por alguns minutos por motivos de segurança. Paralelamente, manifestações contra a decisão foram registradas na sede da FCC em Washington.EFE

OMC CONFERÊNCIA

Conferência Ministerial da OMC termina sem acordos em temas "substanciais"

EFE/David Fernández

A XI Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) terminou nesta quarta-feira em Buenos Aires sem que seus 164 países-membros entrassem em acordo "sobre elementos e resultados substanciais", segundo o brasileiro Roberto Azevêdo, diretor da entidade.

"Não conseguimos obter resultados agora. Nem sempre é possível, mas isso não diminui a decepção que todos sentimos", disse Azevêdo durante a sessão de encerramento da reunião do principal órgão decisório da OMC.

Para o brasileiro, é necessário "fazer um exame de reinstrospecção e compreender melhor as preocupações e interesses de uns e outros". Azevêdo também antecipou que houve alguns acordos em comércio eletrónico, assim como em subvenções à pesca ou para a criação de um grupo de trabalho sobre a adesão do Sudão do Sul à OMC.

"Trabalhamos com máximo afinco em todos os temas. Não teríamos conseguido pedir mais a nossos excelentes facilitadores", lamentou Azevedo, para quem "desenvolvimento e inclusão" deverão continuar a ser o "núcleo" dos trabalhos da OMC.

"Se não melhorarmos a vida dos mais pobres, não estaremos cumprindo a nossa missão", declarou.

Já a argentina Susana Malcorra, assessora do Governo de Mauricio Macri e presidente da XI Conferência, ressaltou que "houve compromisso e esforço para encontrar soluções genuínas, mas não resultados suficientes".

Por outro lado, ela enfatizou que, "depois de anos de negociação", pela primeira vez foi obtido "um avanço significativo" com a decisão adotada sobre os subsídios à pesca, que consiste em levar adiante um programa de trabalho para continuar as negociações.

"Buenos Aires será lembrada como a conferência em que se projetou seriamente a negociação da pesca", disse.EFE

AMÉRICA LATINA ECONOMIA

América Latina fechará 2017 com crescimento de 1,3%

Vista geral da apresentação do balanço das economias latino-americanas. EFE/Elvis González

A América Latina e o Caribe fecharão 2017 com um crescimento econômico de 1,3%, e 2018 com resultado ainda mais positivo, de 2,2%, informou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em Santiago.

Em seu Balanço Preliminar Economias da América Latina e o Caribe 2017, a entidade, que é uma das cinco comissões regionais da ONU, destaca que em 2018 se espera que a economia mundial cresça em taxas similares a este ano (em torno de 3%, com um maior dinamismo das economias emergentes frente às desenvolvidas).

O resultado regional em 2018, segundo a Cepal, se explica em parte por um maior dinamismo do Brasil, que pela previsão crescerá 2%, além de 0,9% em 2017, enquanto outros países que vêm crescendo a taxas moderadas terão uma aceleração no ritmo de atividade.

Entre eles, o texto destaca o Chile, que passará de um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,5% neste ano para 2,8% no próximo, a Colômbia, que avançará de 1,8% para 2,6%, e o Peru, cujo PIB passará de 2,5% em 2017 para 3,5% em 2918.

Nesse contexto, espera-se que o Panamá seja a economia que apresente a maior taxa de expansão no próximo ano, com 5,5%, após crescer 5,3% neste ano, seguido pela República Dominicana, que passará de 4,9% para 5,1%, e a Nicarágua (4,9% para 5%).

No outro extremo da balança, a Venezuela fechará 2017 com uma queda de 9,5% no PIB e 2018 com uma redução menor, de 5,5%.EFE

ARGENTINA POLÍTICA

Argentinos protestam contra avanço da reforma da previdência no Congresso

EFE/David Fernández

Os protestos dentro e fora do Congresso da Argentina contra a reforma da previdência defendida pelo presidente do país, Mauricio Macri, se intensificaram nesta quinta-feira após a decisão do governo de manter uma sessão que discutirá a medida.

O governo precisava da presença de mais da metade dos 257 deputados na Câmara para obter o quórum necessário para iniciar a sessão. Quando a presença atingiu o número suficiente, meia hora depois do início previsto, o presidente da casa, Emilio Monzó, abriu os trabalhos apesar das críticas de grande parte dos parlamentares.

Antes e durante a manobra dentro da Câmara dos Deputados, graves incidentes eram registrados na praça onde está o Congresso. Agentes da Gendarmaria e da Polícia jogavam gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que foram convocados pelas principais organizações sindicais. Várias pessoas ficaram feridas nos confrontos.EFE

VIVENDO NO BRASIL 3

RÚSSIA ESPAÇO

Nave tripulada russa Soyuz MS-05 aterrissa no Cazaquistão

O astronauta americano Randolph Bresnik após a aterrissagem. EFE/ Bill Ingalls/ Cedida pela NASA

A nave tripulada russa Soyuz MS-05 aterrissou nesta quinta-feira sem novidade nas estepes do Cazaquistão, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia.

A bordo da cápsula de descida retornaram à Terra desde a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) o cosmonauta russo Sergei Riazanski, o americano Randolph Bresnik, da NASA, e o italiano Paolo Nespoli, da Agência Espacial Europeia.

A Soyuz aterrissou às 6h38 (horário de Brasília) a cerca de 140 quilômetros a sudeste da cidade cazaque de Zhezkazgan, como estava programado.

Riazanski, Bresnik e Nespoli retornaram à Terra depois de completar uma missão de 139 dias no espaço.

Na plataforma orbital ficaram três tripulantes: o russo Aleksandr Misurkin e os americanos Mark Vande Hei e Joseph Acaba.

A eles se somarão os tripulantes da Soyuz MS-07, que vai decolar no próximo domingo da base de Baikonur: o russo Anton Skaplerov, o americano Scott Tingle e o japonês Norishige Kanai.

A ISS, um projeto de mais de US$ 150 bilhões do qual participam 16 países, atualmente é integrada por 14 módulos permanentes e orbita a uma velocidade de mais de 27 mil quilômetros por hora a uma distância de 400 quilômetros da Terra.EFE

RETROSPECTIVA 2017 PAPA AMÉRICA LATINA

O ano em que papa Francisco voltou seu olhar para a América Latina

EFE/ Ettore Ferrari

Em 2017 o papa voltou seu olhar para a América Latina, preocupado com a Venezuela, com uma viagem para realizar os acordos de paz na Colômbia, o anúncio de sua visita ao Chile e ao Peru e com dois livros que resumem seu pensamento sobre a "Pátria Grande".

Também foi o ano em que voltou a anunciar que não viajará em 2018 ao seu país, a Argentina, apesar de muitos já terem dado a visita como certa.

Enquanto mantém distância de seu país natal, este ano para Jorge Bergoglio foi o "mais latino-americano" do seu pontificado, ao acompanhar de perto os problemas do continente, como a situação na Venezuela e, ultimamente, a crise em Honduras.

Francisco começou o ano pedindo a abertura dos "caminhos de diálogo" e "gestos corajosos" na Venezuela para que "as consequências da crise política, social e econômica" deixem de pesar "sobre a população civil", ao receber em janeiro o corpo diplomático credenciado na Santa Sé.

Depois, em junho, recebeu o plenário da Conferência Episcopal Venezuelana, que entregou ao papa um relatório com os nomes mortos durante os protestos e um documento que mostrava os números das crises humanitárias.

A situação na Venezuela também marcou a visita do papa à Colômbia, quando no avião no qual viajava para Bogotá desejou que fosse construído um "diálogo" e "uma boa estabilidade" e depois, durante um Angelus, pediu rejeição a todo tipo de violência na vida política nesse país.

O papa, que neste ano reduziu suas viagens internacionais com visitas a Fátima e, recentemente, a Bangladesh e Mianmar, cumpriu a promessa que tinha feito de viajar à Colômbia quando os acordos de paz estivessem assinados e consolidados.

Francisco visitou o país de 6 a 10 de setembro e levou seu pedido para que a Colômbia alcançasse uma verdadeira reconciliação após quase 60 anos de conflito.

Por isso, o ato mais simbólico e emotivo desta viagem foi o encontro de oração pela reconciliação nacional realizado em Villavicencio com a presença de grupos de vítimas e de ex-guerrilheiros.

Durante este ano, o pontífice também expressou sua preocupação sobre o estado atual da América Latina em dois livros nos quais reitera a necessidade de o continente voltar a "perseguir grandes objetivos".

"É urgente poder definir e perseguir grandes objetivos nacionais e latino-americanos, com fortes consensos e mobilizações populares, além das ambições e interesses mundanos, e longe de maniqueísmos e exasperações, de aventuras perigosas e explosões incontroláveis", afirma no prólogo do livro "Memória, coragem e esperança", escrito pelo vice-presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, Guzmán Carriquiry.

Nele, Francisco mostra sua preocupação porque "a América Latina estava concluindo um ciclo de forte crescimento econômico em condições internacionais favoráveis", mas "uma grande onda de depressão provocada pela crise econômica mundial, unida a redes de corrupção e violência, marcou uma transição até o momento atual".

Em um livro entrevista ao jornalista argentino Hernán Reyes, Francisco lamentava o "eixo da corrupção" e das drogas que atravessa o continente.

A América Latina "neste momento também é vítima da cultura monetária e financeira. A Pátria Grande hoje já não existe com tanta força. Sim, há o Mercosul e continua a Unasul, mas o continente é, em grande parte, servidor do sistema internacional monetário (...) E por isso a integração se esvai", confessa com amargura o pontífice.

Em ambos os livros, Francisco expressa uma de suas maiores preocupações: a destruição do meio ambiente, um problema que na América Latina ainda é muito presente.

Por isso, no último dia 15 de outubro o papa anunciou a realização em 2019 de um Sínodo extraordinário de bispos para abordar os problemas da região da Amazônia, e especialmente da população indígena.

O líder da Igreja Católica começará também a preparar este Sínodo e a encarar os problemas do continente em janeiro, quando viaja a Peru e Chile, e abordará temas como a defesa dos indígenas e da natureza.Cristina Cabrejas/EFE

ISRAEL PALESTINA

Nazaré cancela celebração de Natal por decisão de Trump sobre Jerusalém

Arquivo. EFE/Atef Safadi

A Câmara Municipal de Nazaré, cidade no norte de Israel, suspendeu as celebrações oficiais da festa de Natal em protesto pelo reconhecimento de Jerusalém como capital do país feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Nossa identidade e fé não estão em debate (...). A decisão (de Trump) tem levado a alegria das festividades e, por isso, cancelamos as celebrações", informou o prefeito de Nazaré, Ali Salam, à edição digital do jornal "Times of Israel".

Dessa forma, uma das cidades mais importantes para o cristianismo, onde Jesus teria nascido, ficará esse sem uma grande festividade natalina e outras atividades relacionadas à data.

O porta-voz do Comitê de Igrejas Católicas na Terra Santa, Wadie Abunaser, afirmou que os eventos religiosos continuam como o previsto. A Árvore de Natal será iluminada no próximo domingo e ainda haverá duas procissões: uma no dia 23 e outra no dia 24.

A decisão de Trump sobre Jerusalém, cidade considerada como santa pelas três grandes religiões monoteístas - cristianismo, islamismo e judaísmo -, gerou uma onda de protestos e condenações da comunidade internacional.EFE

EUA ESPAÇO

NASA descobre Kepler-90, o sistema solar mais parecido com o da Terra

EFE/NASA/Ames Research Center/Wendy Stenzel

A agência espacial dos Estados Unidos (NASA, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira a descoberta de um novo conjunto de planetas, um sistema solar chamado de Kepler-90 que é composto por oito astros, como o nosso, que orbitam sua estrela a uma distância similar a dos planetas vizinhos à Terra.

A descoberta foi realizada graças à tecnologia da NASA e a seu telescópio Kepler, junto com a inteligência artificial proporcionada em parceria com o gigante tecnológico Google.

Os pesquisadores Christopher Shallue e Andrew Vanderburg foram os responsáveis pela descoberta e programaram um computador com inteligência artificial para que aprendesse a identificar exoplanetas nas leituras de luz registradas por Kepler, ou seja, uma minúscula oscilação no brilho capturado pelo telescópio quando um planeta passava ou transitava em frente a uma estrela.EFE