quarta-feira, 20 de setembro de 2017

MENSAGEM DO DIA


VIVENDO NO BRASIL 1

ONU ASSEMBLEIA

Temer abre 72ª Assembleia-Geral da ONU

Temer abre Assembleia-Geral da ONU (Foto: Beto Barata/PR)

O presidente Michel Temer abriu a 72ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. Temer defendeu a diplomacia entre os países e a ampliação do Conselho de Segurança. “Necessitamos de mais diplomacia e negociação. Nunca menos. Mais diálogo, nunca menos. Precisamos de mais ONU”.

O presidente disse que o Brasil vai seguir empenhado na defesa do Acordo de Paris e que o país se orgulha das suas matrizes de energia limpa, que representam mais de 40% do que é gerado no Brasil, o que “mais de três vezes a média mundial”. “O desmatamento é uma questão que nos preocupa, especialmente na Amazônia”, afirmou.

Temer ressaltou que a própria Constituição brasileira veta o desenvolvimento de armas nucleares e classificou os testes da Coreia do Norte como “grave ameaça”.

Em relação aos refugiados, Temer disse que o Brasil tem concedido vistos a imigrantes haitianos e sírios, além de acolher “milhares de cidadãos da Venezuela”.

O presidente brasileiro também afirmou que o país está superando uma crise sem precedentes.Agência Brasil

EX-MINISTRO ESPULSÃO

PT inicia processo para expulsar Palocci

Palocci é acusado de quebrar a ética partidária após depor contra Lula (Foto: Agência Brasil)

O diretório regional do PT em Ribeirão Preto (SP) aprovou por unanimidade na última segunda-feira, 18, a abertura de um processo que pode resultar na expulsão do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci da legenda. O caso será levado à Comissão de Ética legenda, que terá 60 dias, prorrogáveis por mais 30, para apresentar um relatório recomendando ou não a expulsão.

Palocci é acusado de quebrar a ética partidária após afirmar em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou “pacto de sangue” com a empreiteira Odebrecht na transição para o governo de Dilma Rousseff. Além disso, o ex-ministro disse que a Odebrecht ofereceu um “pacote de propinas” que incluía R$ 300 milhões para o PT e Lula.

“Quando a presidente Dilma foi tomar posse, a empresa entrou num certo pânico. E foi nesse momento que o doutor Emílio Odebrecht fez uma espécie de pacto de sangue com o presidente Lula”, disse Palocci, citando o presidente do Conselho de Administração do Grupo Odebrecht.

O presidente do diretório municipal do PT, Fernando Tremura, votou a favor do processo de desligamento do ex-ministro, alegando que ele foi obrigado a mentir no depoimento em troca de benefícios na Operação Lava Jato. “O motivo são as acusações inverídicas que ele fez tentando incriminar o ex-presidente Lula”.

Segundo Tremura, a decisão de abrir o processo contra Palocci foi tomada por orientação do diretório estadual, presidido por Luiz Marinho, um dos principais aliados de Lula. Marinho teria determinado um prazo de dez dias para que a executiva de Ribeirão Preto abrisse o processo e que caso contrário, o comando estadual assumiria a tarefa.

Embora o diretório tenha aprovado por unanimidade a abertura do processo, apoiadores de Palocci conseguiram aprovar um destaque que abre a possibilidade de uma ampla análise da denúncia e da defesa. No entanto, Tremura afirma que há a possibilidade de que o ex-ministro tome a iniciativa de pedir desfiliação.

Tremura afirmou ainda que o partido não investigará as acusações de corrupção das quais o ex-ministro é alvo. “Não vamos entrar neste mérito. As acusações de corrupção vão ser investigadas pela Justiça federal”, explicou o dirigente.

Tortura psicológica

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, Tremura afirmou que o depoimento de Palocci a Moro no último dia 6 foi dado “sob efeito de tortura”. Ele disse que as acusações contra Lula foram “arrancadas depois de muita tortura psicológica, em consequência de uma prisão ilegal”.

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que Palocci “rompeu completamente o seu vínculo” com o partido ao “mentir para comprometer Lula na tentativa de livrar-se da prisão”.Estadão

GAY POLÊMICA

Juiz federal libera ‘cura gay’ por psicólogos

O Conselho Federal de Psicologia se posicionou contrário à ação (Foto: Pixabay)

O juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemir Cláudio de Carvalho, acatou parcialmente o pedido liminar numa ação coletiva contra a resolução 001/1999 do Conselho Federal de Psicologia. Na prática, a decisão permite que psicólogos ofereçam a terapia de reversão sexual, mais conhecida como “cura gay”, o que era proibido pelo conselho desde 1999.

Em 2009, a psicóloga carioca Rozangela Alves Justino sofreu uma censura pelo conselho por oferecer esta terapia aos seus pacientes. Ela e outros psicólogos que concordam com a terapia de reversão sexual abriram um processo contra o conselho. Segundo eles, a resolução “restringe” a liberdade científica.

A resolução 001/1999, do conselho, “proíbe os psicólogos de qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas e proíbe os psicólogos de adotarem ações coercitivas tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados. A resolução impede os psicólogos de colaborarem com eventos ou serviços que proponham tratamentos e cura das homossexualidades, seguindo as normas da Organização Mundial de Saúde e impede que os psicólogos participem e se pronunciem em meios de comunicação de massa de modo a reforçar o preconceito social existente em relação aos homossexuais como portadores de desordem psíquica”.

Os autores da ação queriam que a resolução fosse considerada inconstitucional por supostamente “restringir” a liberdade científica. Apesar de não considerar inconstitucional, o juiz decidiu que os profissionais não podem ser censurados por fornecer este tipo de atendimento.

O Conselho Federal de Psicologia se posicionou contrário à ação, apresentando evidências jurídicas, científicas e técnicas que refutavam o pedido liminar. O conselho também alertou que estas terapias provocam agravos ao sofrimento psíquico. Em nota, o conselho declarou que vai recorrer da decisão liminar.Estadão

TEMPORADA DE FURACÕES

Furacão Maria sobe para categoria 5 e ameaça Caribe e Porto Rico

O furacão Maria ganhou força rapidamente (Fonte: Reprodução/NASA/Reuters)

A difícil temporada de furacões de 2017 está prestes a registrar outras duas grandes ameaças: os furacões Maria e José. As condições devem piorar rapidamente até esta quarta-feira, 20, à medida que as duas tempestades se aproximam do Caribe e da costa atlântica do nordeste dos EUA.

O furacão Maria é uma ameaça bem mais grave. Após subir para categoria 5, o nível máximo na escala de intensidade Saffir-Simpson, com ventos de 260 km/h, o Maria tem potencial para causar uma grande destruição durante sua travessia para as Pequenas Antilhas e Porto Rico.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA informou nesta terça-feira, 19, que o “Maria deve permanecer um furacão de categoria 4 ou 5, extremamente perigoso, enquanto se aproxima das Ilhas Virgens e de Porto Rico”.

O furacão Maria ganhou força rapidamente, o que representa uma ameaça potencialmente grave para as ilhas que forem atingidas. Nesta segunda-feira, 18, o Maria atingiu a ilha de Dominica, no Caribe, causando muita destruição. De acordo com os registros, trata-se do primeiro furacão de categoria 5 a atingir Dominica.

O furacão Maria deve passar muito perto ou afetar diretamente Porto Rico nesta quarta. Até hoje, há registro de apenas um único furacão de categoria 5 a atingir Porto Rico. Caso mantenha sua força, o Maria pode se tornar o segundo. O último furacão de categoria 4 a atingir a ilha ocorreu em 1932.

A expectativa é de que o furacão Maria se aproxime do arquipélago de Turks e Caicos e do sudeste das Bahamas na próxima sexta-feira, 22.

Já o furacão José é capaz de causar inundações na costa americana e provocar fortes ventos de Long Island a Massachusetts. Apesar disso, os efeitos do José devem ser mais parecidos com os de uma forte tempestade do que com os de um furacão devastador.

A temporada deste ano é a primeira a registrar dois furacões de categoria 5 desde 2007.
The Washington Post

MÉXICO TERREMOTO 1

Forte terremoto sacode capital do México e causa cenas de pânico

Milhares de pessoas estão nas ruas nesta quarta-feira, após um sismo de magnitude 7,1 na escala Richter abalar a capital mexicana e responsável por cenas de pânico exatamente no dia em que se completam 32 anos do poderoso terremoto que provocou milhares de mortes na Cidade do México. EFE/ Sáshenka Gutiérrez

Um terremoto de 7,1 graus de magnitude na escala aberta de Richter sacudiu fortemente a capital mexicana nesta terça-feira e causou cenas de pânico justo quando se completam 32 anos do poderoso sismo que deixou milhares de mortos na Cidade do México.

O Serviço Sismológico Nacional (SSN) indicou por meio do Twitter que o tremor foi de 7,1 graus, ao fazer uma atualização do seu primeiro boletim, no qual fixou a magnitude em 6,8.

O epicentro do sismo, registrado às 13h14 (horário local, 15h14 de Brasília), se localizou 12 quilômetros ao sudeste de Axochiapan, no estado de Morelos, a uma profundidade de 57 quilômetros.

O tremor gerou numerosas cenas de pânico na capital do país apenas duas horas depois de a população ter saído às ruas de todo o país em uma simulação para lembrar o terremoto de 1985, bem como cortes no fornecimento da eletricidade e do serviço de telefonia.

Desta vez o sismo foi sentido com mais força na Cidade do México que o registrado em 7 de setembro, de magnitude de 8,2 na escala Richter, dado que o epicentro foi mais próximo.

O sismo do último dia 7 de setembro, o mais poderoso desde 1932 no país, deixou 98 mortos no sul do país; 78 em Oaxaca, 16 em Chiapas e quatro em Tabasco.EFE

MÉXICO TERREMOTO 2

Trump oferece apoio ao México após forte terremoto


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou solidariedade ao México após o forte terremoto de magnitude 7 na escala Richter que sacudiu a capital do país vizinho.

"Deus abençoe o povo da Cidade do México. Estamos com vocês e estaremos lá para ajudá-los", disse o governante em sua conta no Twitter.

Pouco depois, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, também se pronunciou na mesma rede social.

"Nossos corações estão com as pessoas da Cidade do México, Estamos pensando em vocês e, como disse o presidente, estamos com vocês", disse.

Trump foi duramente criticado recentemente após demorar seis dias para prestar qualquer tipo de condolência ao governo mexicano após um tremor de magnitude 8,2 que também sacudiu parte da América Central e deixou dezenas de mortos.

Quase uma semana depois, Trump ligou para o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, para expressar condolências, mas deu uma curiosa desculpa para o atraso: problemas de "sinal" no telefone do governante do país vizinho.

Aquele terremoto, ocorrido no último dia 7, foi o segundo mais forte da história do México e teve 260 réplicas, levando ao temor de que repetisse a catástrofe de 1985, quando uma réplica de magnitude 8,1 sacudiu o país e deixou mais de 10 mil mortos. E justamente hoje completam-se 32 anos daquela tragédia.

O tremor registrado hoje no centro do México foi de magnitude 7 na escala Richter, segundo a última atualização do Serviço Sismológico Nacional (SSN), que inicialmente avaliou o tremor como de magnitude 6,8 e depois de 7,1.EFE

VIVENDO NO BRASIL 2

VENEZUELA EUA

Maduro diz que Trump é "o novo Hitler" da política internacional

EFE/PALACIO MIRAFLORES

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que seu homólogo americano, Donald Trump, é o "novo Hitler" da política internacional, após o americano afirmar que seu país está pronto para adotar novas medidas caso o líder venezuelano imponha "um regime autoritário".

"Com a agressão do novo Hitler da política internacional, o senhor Donald Trump contra o povo da Venezuela, supremacia racial, a supremacia imperial, hoje se expressou o magnata que acredita ser o dono do mundo, mas ninguém ameaça a Venezuela", disse Maduro em transmissão obrigatória de rádio e televisão.

Durante o seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que a Venezuela está "à beira do colapso total" e disse que os EUA estão prontos para adotar novas medidas se o presidente venezuelano "persistir no seu caminho para impor um regime autoritário".

O americano criticou a "corrupção" que destruiu "uma próspera nação, impondo a ideologia, gerando pobreza e miséria em todos os lugares onde chegou", e apontou que Maduro "desafiou seu povo" impulsionando uma Assembleia Constituinte para "preservar o seu desastroso governo".

Em resposta, Maduro pediu a Trump que "engula suas palavras de ódio e de guerra", durante o fechamento de um evento para a paz e a soberania realizado em Caracas.

Além disso, o presidente venezuelano criticou a atuação de Trump e a comparou com sua vida empresarial.

"Ele acredita que a Venezuela é um edifício de Nova York, que ele pode chantagear os donos que saem apavorados e lhe vendem seu país e o seu edifício. Mister Trump, a Venezuela não é uma imobiliária de Nova York, a Venezuela é a terra dos homens e mulheres mais heroicas da história da América", concluiu.EFE

COREIA DO NORTE PODE DESAPARECER

Em discurso na ONU, Trump ameaça 'destruir Coreia do Norte'

Trump disse que o mundo enfrenta ameaças destrutivas de Estados desonestos

presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai "destruir totalmente" a Coreia do Norte, caso não tenha outra escolha, em seu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (19).

Trump, que chamou o regime de Kim Jong-Un de "depravado", afirmou que "é hora de Coreia do Norte aceitar que a desnuclearização é o único futuro possível". Ele agradeceu à China e à Rússia por terem votado a favor de impor sanções contra o regime, após um teste nuclear realizado no mês de setembro.

Trump ainda defendeu que a comunidade internacional deve "fazer mais" contra a Coreia do Norte. "É hora de as nações trabalhem juntas para isolar o regime de Kim até que ele cesse seu comportamento hostil", afirmou, chamando o comportamento de Kim de "missão suicida".
Em sua fala, que durou 41 minutos, Trump disse que o desenvolvimento de mísseis balísticos e armas nucleares por parte da Coreia do Norte "ameaça o mundo todo".G1

RÚSSIA GUERRA FRIA

Morre oficial soviético que salvou o mundo em 1983 de nova Guerra Mundial

EPA/OLIVER KILLIG

O oficial que evitou em 1983 uma guerra nuclear entre a União Soviética e os Estados Unidos, Stanislav Petrov, morreu aos 77 anos em sua casa nos arredores de Moscou.

"Sim, ele morreu em maio", disse o Dmitri Petrov, filho do militar, à imprensa local nesta terça-feira.

A morte não tinha sido divulgada até então pela família de Petrov e só foi revelada depois de um cineasta alemão ter ligado para o militar no início de setembro para parabenizá-lo pelo aniversário.

O histórico incidente do qual Petrov foi protagonista ocorreu na noite de 25 de setembro de 1983, perto de Moscou. Não fosse a atuação do oficial, poderia ter havido uma guerra nuclear entre as duas principais potências mundiais da época.

Petrov estava de guarda em um centro de comando do sistema de alerta de ataques com mísseis da defesa aérea, quando os equipamentos elétricos deram um falso aviso de lançamento de foguetes intercontinentais dos EUA contra alvos soviéticos.

No entanto, o oficial não confiou nos equipamentos. Após checar os dados, conseguiu encontrar o erro e desativar a tempo o sistema de alerta de ataque nuclear.

Apesar de a URSS ter sido classificada como o "Império do Mal" pelo então presidente americano, Donald Reagan, Petrov se negou a acreditar que a III Guerra Mundial estava começando. Sua reação de revisar os equipamentos evitou uma hecatombe nuclear.

Petrov, que recebeu meses depois uma das principais honrarias do Exército da União Soviética, nunca contou nada a sua família. A proeza se manteve em segredo até a queda do regime, em 1991.

Ele jamais se considerou um herói e afirmava que simplesmente tinha feito seu trabalho.

A história de Petrov, na época um tenente-coronel de 44 anos, é contatada no documentário "O Homem que Salvou o Mundo", que estreou em 2014.EFE

BRINQUEDO REVOLUÇÃO

Fidget spinner: o brinquedo fenômeno de vendas

A moda começou nos Estados Unidos em fevereiro (Fonte: Reprodução/Alamy)

É possível girar o brinquedo em cima do nariz, no queixo, ou no dedo. Alguns têm luzes LED e cores vibrantes. O fidget spinner tem três lâminas que giram em torno de um rolamento. Com um toque na lâmina o fidget gira até 12 minutos, se for um modelo sofisticado fabricado no Japão. Originalmente criado para acalmar crianças hiperativas ou autistas, o brinquedo é um fenômeno de vendas desde o início do ano.

A moda começou nos Estados Unidos em fevereiro. Em maio, o fidget spinner liderava a lista dos 20 brinquedos mais vendidos na Amazon. Segundo Frédérique Tutt, analista do mercado global de brinquedos da empresa de pesquisa de mercado NPD, o brinquedo demorou apenas três semanas para ser vendido no mundo inteiro. Não se sabe o número exato de brinquedos vendidos, mas a NPD calcula que pelo menos 19 milhões foram vendidos nos EUA e na Europa nos primeiros seis meses do ano.

O sucesso começou com o compartilhamento dos fidget spinners por crianças e adolescentes nas redes sociais, sobretudo no YouTube e no Instagram. Os brinquedos são produzidos em grande quantidade na China, muitas vezes por empresas que fabricavam acessórios para smartphones. Outros são feitos com impressão em 3D.

A fabricação de um brinquedo pode demorar até três anos. Mas agora as pessoas estão mais atentas a modismos e querem lançar novos produtos no mercado com mais rapidez. Depois do sucesso do fidget spinner, os fabricantes e varejistas também ficaram mais atentos ao impacto das redes sociais. A empresa MGA, com sede na Califórnia, viu que muitas crianças tinham o hábito de assistir vídeos no YouTube, nos quais jovens abriam presentes. Inspirada na ideia da surpresa de novos presentes, a MGA fabricou a Boneca Lol Surpresa, com sete camadas de desenhos diferentes e divertidos, em apenas nove meses. Mais um fenômeno de vendas.

O bastão mokuru que dá cambalhotas com o toque dos dedos é o sucessor do fidget spinner como um brinquedo para diminuir a ansiedade e o estresse. A empresa britânica Peterkin já vendeu 40 mil bastões importados do Japão desde julho. No mundo atual, não surpreende que as propriedades terapêuticas dos brinquedos tenham virado moda.The Economist

terça-feira, 19 de setembro de 2017

MENSAGEM DO DIA

PGR SOB NOVA DIREÇÃO

Ao lado de Temer, Raquel Dodge faz duro discurso contra a corrupção

Há 30 anos no Ministério Público Federal, a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tomou posse na manhã desta segunda-feira (18/9)

Durante o discurso, a primeira mulher a assumir a chefia do Ministério Público Federal (MPF) fez um duro pronunciamento contra a corrupção, ao lado do presidente da República, Michel Temer, e dos presidentes do Senado e da Câmara, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), todos denunciados no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

Durante sua fala, Dodge afirmou que o MP tem o dever de cobrar dos que gerenciam o gasto público que o façam de modo honesto, eficiente e probo, "ao ponto de restabelecer a confiança das pessoas nas instituições de governança". A nova procuradora geral escolheu uma fala do papa Francisco para criticar os corruptos.

"A corrupção não é um ato, mas uma condição, um estado pessoal e social, no qual a pessoa se habitua a viver. O corrupto está tão fechado e satisfeito em alimentar a sua autossuficiência que não se deixa questionar por nada nem por ninguém. Construiu uma autoestima que se baseia em atitudes fraudulentas. Passa a vida buscando os atalhos do oportunismo, ao preço de sua própria dignididade e da dignidade dos outros", ressaltou Dodge citando o papa.CB

VIVENDO NO BRASIL 1

COMPORTAMENTO





OMS DOENÇAS BRASIL

Brasil está entre os líderes na luta contra doenças não transmissíveis

EFE/Gaston De Cardenas

O Brasil está entre os países que lideram a luta contra as doenças não transmissíveis, que a cada ano causam no mundo a morte prematura de 15 milhões de pessoas entre 30 e 70 anos.

De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o país só fica atrás de Costa Rica e Irã entre os dez Estados que registram os melhores resultados no objetivo de reduzir as principais patologias não transmissíveis.

As doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, o câncer e a diabete são aquelas de natureza não transmissível que acometem mais pessoas e causam mais mortes no mundo, 80% em países de média e baixa renda.

Essas doenças, que no passado eram associadas ao estilo de vida ocidental e de sociedades industrializadas, agora afetam particularmente os países mais pobres, que têm menos possibilidade de tratamento.

Segundo o relatório da OMS, a Costa Rica e o Irã são os dois únicos países que cumpriram 15 de um total de 19 indicadores, com os quais é medido o progresso na luta contra as doenças não transmissíveis.

Entre esses indicadores estão medidas concretas para reduzir o consumo de tabaco, de álcool, melhorar a dieta da população e promover a atividade física.

Também fazem parte o estabelecimento de um prazo para reduzir as mortes por doenças não transmissíveis, a implementação de políticas em vários setores com este fim e o reforço dos sistemas de saúde.

O Brasil está em terceiro lugar entre os dez países mais bem mais bem colocados pelos resultados obtidos, à frente de Bulgária, Turquia, Reino Unido, Finlândia, Noruega, Arábia Saudita e Tailândia.

Este grupo de países aplicaram 13 dos 19 indicadores propostos pela OMS, enquanto no outro extremo estão os países da África, onde nenhum cumpriu mais de oito.

Comentando estes resultados, uma das autoras do relatório, Leanne Riley, disse à Agência Efe que os países que estão à frente nos avanços contra as doenças não transmissíveis "são aqueles que investiram fortemente nesta área".

Sobre os casos de Costa Rica e Brasil, Leanne indicou que seus bons resultados podem ser atribuídos às medidas adotadas "para o controle do tabaco, para reforçar seus sistemas de vigilância, no seu enfoque sobre os fatores de risco".

Também destacou que os dois países "não ignoram as pessoas que estão sofrendo por estas doenças, e por isso reforçaram os serviços para detectar e tratar dos doentes".

No entanto, embora alguns países tenham progredido na luta contra as doenças não transmissíveis, o relatório da OMS reconhece que os avanços a nível mundial foram muito limitados desde a última avaliação global, feita há dois anos.

O diretor do departamento de Prevenção e Doenças Não Transmissíveis da OMS, Douglas Bettcher, disse que o mais provável é que o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável sobre a redução em um terço das mortes por essas doenças, no período 2015-2030, não será cumprido.

"Temos que agir rápido, antes que a oportunidade de salvar vidas evapore devido ao maior número de pessoas, em particular crianças, que sofrem de obesidade e diabete. Se não fizermos algo agora, estaremos condenando gerações futuras a uma vida de doença", comentou o especialista em uma entrevista coletiva.

Diminuir o risco de desenvolver uma doença não transmissível requer no dia a dia a redução do consumo de sódio e sal, eliminar as gorduras saturadas da alimentação e as bebidas com alto teor de açúcar, além de abandonar o sedentarismo, algo que não depende apenas das atitudes pessoais, mas também de políticas públicas.

Tudo isso é essencial para restringir ou proibir a promoção de alimentos não saudáveis, uma das medidas menos aplicadas pelos países em geral, segundo a OMS.

A indústria do tabaco foi a mais agressiva em relação a medidas para impedir as regulações a fim reduzir o tabagismo, mas a indústria alimentar também reagiu firmemente para tentar limitar o alcance de eventuais restrições.

"É desanimador que, apesar das recomendações que fazemos há uma década, os países não mostrem progressos, por exemplo, em proibir a publicidade de comida não saudável para as crianças", comentou Bettcher.EFE

EUA COREIA DO NORTE

Maioria dos americanos não confia em Trump para lidar com a Coreia do Norte

EFE/Michael Reynolds

A maioria dos cidadãos americanos não confia no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no que diz respeito às tensões com a Coreia do Norte enquanto o regime de Kim Jong-un impulsiona o seu programa nuclear, apontou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela emissora de rádio "NPR".

O levantamento, elaborado pelo instituto Ipsos, concluiu que 51% dos americanos questionam a capacidade de Trump para administrar as tensões com o governo norte-coreano, enquanto o 44% sim confia no governante.

A pesquisa também indica que 77% dos democratas dizem que não confiam no republicano para lidar com o assunto, enquanto 81% dos republicanos acreditam.

A sondagem revela que a maioria dos entrevistados acredita que os Estados Unidos têm a obrigação de proteger seus aliados no leste da Ásia e 74% dos entrevistados concorda que o país tem essa obrigação, contra 13% que pensa o contrário.

O estudo foi realizado nos dias 11 e 12 de setembro com 1.005 adultos, antes de a Coreia do Norte disparar na semana passada outro míssil que sobrevoou o Japão.

Em agosto, Trump intensificou o discurso sobre a Coreia do Norte advertindo que responderia com "fogo e fúria" se Pyongyang continuasse a ameaçar os Estados Unidos.

O presidente americano também insistiu que as opções militares permanecem sobre a mesa, enquanto a embaixadora do país na ONU, Nikki Haley, avisou no último fim de semana que a diplomacia está se esgotando com Pyongyang.EFE

ESPANHA COREIA DO NORTE

Espanha pede ao embaixador da Coreia do Norte para deixar o país

EFE/Javier Tormo

O governo da Espanha informou ao embaixador da Coreia do Norte em Madri, Kim Hyok Chol, que ele deve deixar o país até o fim de setembro.

O ministro de Relações Exteriores espanhol, Alfonso Dastis, que está em Nova York para participar na Assembleia Geral da ONU, disse que o diplomata norte-coreano foi convocado para ser informado da decisão, que está ligada aos testes nucleares e balísticos que vêm sendo realizados pelo regime de Pyongyang.

Segundo o ministro, o governo espanhol chegou à conclusão de que "era necessário dar este passo porque programas como esse são uma séria ameaça para a paz e a segurança internacional".

Dastis apontou ainda que a decisão foi tomada após "o embaixador e as autoridades coreanas terem sido advertidos reiteradamente".

Na última sexta-feira, a Coreia do Norte lançou um novo míssil que sobrevoou o norte de Japão após as duras sanções impostas pela ONU ao regime de Kim Jong-un pelo mais recente teste nuclear realizado pelo país.

O governo espanhol já tinha reagido às ações de Pyongyang em 31 de agosto ao reduzir de três para dois o número de funcionários da diplomacia norte-coreana em Madri.EFE