quarta-feira, 20 de setembro de 2017

MENSAGEM DO DIA


VIVENDO NO BRASIL 1

ONU ASSEMBLEIA

Temer abre 72ª Assembleia-Geral da ONU

Temer abre Assembleia-Geral da ONU (Foto: Beto Barata/PR)

O presidente Michel Temer abriu a 72ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. Temer defendeu a diplomacia entre os países e a ampliação do Conselho de Segurança. “Necessitamos de mais diplomacia e negociação. Nunca menos. Mais diálogo, nunca menos. Precisamos de mais ONU”.

O presidente disse que o Brasil vai seguir empenhado na defesa do Acordo de Paris e que o país se orgulha das suas matrizes de energia limpa, que representam mais de 40% do que é gerado no Brasil, o que “mais de três vezes a média mundial”. “O desmatamento é uma questão que nos preocupa, especialmente na Amazônia”, afirmou.

Temer ressaltou que a própria Constituição brasileira veta o desenvolvimento de armas nucleares e classificou os testes da Coreia do Norte como “grave ameaça”.

Em relação aos refugiados, Temer disse que o Brasil tem concedido vistos a imigrantes haitianos e sírios, além de acolher “milhares de cidadãos da Venezuela”.

O presidente brasileiro também afirmou que o país está superando uma crise sem precedentes.Agência Brasil

EX-MINISTRO ESPULSÃO

PT inicia processo para expulsar Palocci

Palocci é acusado de quebrar a ética partidária após depor contra Lula (Foto: Agência Brasil)

O diretório regional do PT em Ribeirão Preto (SP) aprovou por unanimidade na última segunda-feira, 18, a abertura de um processo que pode resultar na expulsão do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci da legenda. O caso será levado à Comissão de Ética legenda, que terá 60 dias, prorrogáveis por mais 30, para apresentar um relatório recomendando ou não a expulsão.

Palocci é acusado de quebrar a ética partidária após afirmar em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou “pacto de sangue” com a empreiteira Odebrecht na transição para o governo de Dilma Rousseff. Além disso, o ex-ministro disse que a Odebrecht ofereceu um “pacote de propinas” que incluía R$ 300 milhões para o PT e Lula.

“Quando a presidente Dilma foi tomar posse, a empresa entrou num certo pânico. E foi nesse momento que o doutor Emílio Odebrecht fez uma espécie de pacto de sangue com o presidente Lula”, disse Palocci, citando o presidente do Conselho de Administração do Grupo Odebrecht.

O presidente do diretório municipal do PT, Fernando Tremura, votou a favor do processo de desligamento do ex-ministro, alegando que ele foi obrigado a mentir no depoimento em troca de benefícios na Operação Lava Jato. “O motivo são as acusações inverídicas que ele fez tentando incriminar o ex-presidente Lula”.

Segundo Tremura, a decisão de abrir o processo contra Palocci foi tomada por orientação do diretório estadual, presidido por Luiz Marinho, um dos principais aliados de Lula. Marinho teria determinado um prazo de dez dias para que a executiva de Ribeirão Preto abrisse o processo e que caso contrário, o comando estadual assumiria a tarefa.

Embora o diretório tenha aprovado por unanimidade a abertura do processo, apoiadores de Palocci conseguiram aprovar um destaque que abre a possibilidade de uma ampla análise da denúncia e da defesa. No entanto, Tremura afirma que há a possibilidade de que o ex-ministro tome a iniciativa de pedir desfiliação.

Tremura afirmou ainda que o partido não investigará as acusações de corrupção das quais o ex-ministro é alvo. “Não vamos entrar neste mérito. As acusações de corrupção vão ser investigadas pela Justiça federal”, explicou o dirigente.

Tortura psicológica

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, Tremura afirmou que o depoimento de Palocci a Moro no último dia 6 foi dado “sob efeito de tortura”. Ele disse que as acusações contra Lula foram “arrancadas depois de muita tortura psicológica, em consequência de uma prisão ilegal”.

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que Palocci “rompeu completamente o seu vínculo” com o partido ao “mentir para comprometer Lula na tentativa de livrar-se da prisão”.Estadão

GAY POLÊMICA

Juiz federal libera ‘cura gay’ por psicólogos

O Conselho Federal de Psicologia se posicionou contrário à ação (Foto: Pixabay)

O juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemir Cláudio de Carvalho, acatou parcialmente o pedido liminar numa ação coletiva contra a resolução 001/1999 do Conselho Federal de Psicologia. Na prática, a decisão permite que psicólogos ofereçam a terapia de reversão sexual, mais conhecida como “cura gay”, o que era proibido pelo conselho desde 1999.

Em 2009, a psicóloga carioca Rozangela Alves Justino sofreu uma censura pelo conselho por oferecer esta terapia aos seus pacientes. Ela e outros psicólogos que concordam com a terapia de reversão sexual abriram um processo contra o conselho. Segundo eles, a resolução “restringe” a liberdade científica.

A resolução 001/1999, do conselho, “proíbe os psicólogos de qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas e proíbe os psicólogos de adotarem ações coercitivas tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados. A resolução impede os psicólogos de colaborarem com eventos ou serviços que proponham tratamentos e cura das homossexualidades, seguindo as normas da Organização Mundial de Saúde e impede que os psicólogos participem e se pronunciem em meios de comunicação de massa de modo a reforçar o preconceito social existente em relação aos homossexuais como portadores de desordem psíquica”.

Os autores da ação queriam que a resolução fosse considerada inconstitucional por supostamente “restringir” a liberdade científica. Apesar de não considerar inconstitucional, o juiz decidiu que os profissionais não podem ser censurados por fornecer este tipo de atendimento.

O Conselho Federal de Psicologia se posicionou contrário à ação, apresentando evidências jurídicas, científicas e técnicas que refutavam o pedido liminar. O conselho também alertou que estas terapias provocam agravos ao sofrimento psíquico. Em nota, o conselho declarou que vai recorrer da decisão liminar.Estadão

TEMPORADA DE FURACÕES

Furacão Maria sobe para categoria 5 e ameaça Caribe e Porto Rico

O furacão Maria ganhou força rapidamente (Fonte: Reprodução/NASA/Reuters)

A difícil temporada de furacões de 2017 está prestes a registrar outras duas grandes ameaças: os furacões Maria e José. As condições devem piorar rapidamente até esta quarta-feira, 20, à medida que as duas tempestades se aproximam do Caribe e da costa atlântica do nordeste dos EUA.

O furacão Maria é uma ameaça bem mais grave. Após subir para categoria 5, o nível máximo na escala de intensidade Saffir-Simpson, com ventos de 260 km/h, o Maria tem potencial para causar uma grande destruição durante sua travessia para as Pequenas Antilhas e Porto Rico.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA informou nesta terça-feira, 19, que o “Maria deve permanecer um furacão de categoria 4 ou 5, extremamente perigoso, enquanto se aproxima das Ilhas Virgens e de Porto Rico”.

O furacão Maria ganhou força rapidamente, o que representa uma ameaça potencialmente grave para as ilhas que forem atingidas. Nesta segunda-feira, 18, o Maria atingiu a ilha de Dominica, no Caribe, causando muita destruição. De acordo com os registros, trata-se do primeiro furacão de categoria 5 a atingir Dominica.

O furacão Maria deve passar muito perto ou afetar diretamente Porto Rico nesta quarta. Até hoje, há registro de apenas um único furacão de categoria 5 a atingir Porto Rico. Caso mantenha sua força, o Maria pode se tornar o segundo. O último furacão de categoria 4 a atingir a ilha ocorreu em 1932.

A expectativa é de que o furacão Maria se aproxime do arquipélago de Turks e Caicos e do sudeste das Bahamas na próxima sexta-feira, 22.

Já o furacão José é capaz de causar inundações na costa americana e provocar fortes ventos de Long Island a Massachusetts. Apesar disso, os efeitos do José devem ser mais parecidos com os de uma forte tempestade do que com os de um furacão devastador.

A temporada deste ano é a primeira a registrar dois furacões de categoria 5 desde 2007.
The Washington Post

MÉXICO TERREMOTO 1

Forte terremoto sacode capital do México e causa cenas de pânico

Milhares de pessoas estão nas ruas nesta quarta-feira, após um sismo de magnitude 7,1 na escala Richter abalar a capital mexicana e responsável por cenas de pânico exatamente no dia em que se completam 32 anos do poderoso terremoto que provocou milhares de mortes na Cidade do México. EFE/ Sáshenka Gutiérrez

Um terremoto de 7,1 graus de magnitude na escala aberta de Richter sacudiu fortemente a capital mexicana nesta terça-feira e causou cenas de pânico justo quando se completam 32 anos do poderoso sismo que deixou milhares de mortos na Cidade do México.

O Serviço Sismológico Nacional (SSN) indicou por meio do Twitter que o tremor foi de 7,1 graus, ao fazer uma atualização do seu primeiro boletim, no qual fixou a magnitude em 6,8.

O epicentro do sismo, registrado às 13h14 (horário local, 15h14 de Brasília), se localizou 12 quilômetros ao sudeste de Axochiapan, no estado de Morelos, a uma profundidade de 57 quilômetros.

O tremor gerou numerosas cenas de pânico na capital do país apenas duas horas depois de a população ter saído às ruas de todo o país em uma simulação para lembrar o terremoto de 1985, bem como cortes no fornecimento da eletricidade e do serviço de telefonia.

Desta vez o sismo foi sentido com mais força na Cidade do México que o registrado em 7 de setembro, de magnitude de 8,2 na escala Richter, dado que o epicentro foi mais próximo.

O sismo do último dia 7 de setembro, o mais poderoso desde 1932 no país, deixou 98 mortos no sul do país; 78 em Oaxaca, 16 em Chiapas e quatro em Tabasco.EFE

MÉXICO TERREMOTO 2

Trump oferece apoio ao México após forte terremoto


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou solidariedade ao México após o forte terremoto de magnitude 7 na escala Richter que sacudiu a capital do país vizinho.

"Deus abençoe o povo da Cidade do México. Estamos com vocês e estaremos lá para ajudá-los", disse o governante em sua conta no Twitter.

Pouco depois, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, também se pronunciou na mesma rede social.

"Nossos corações estão com as pessoas da Cidade do México, Estamos pensando em vocês e, como disse o presidente, estamos com vocês", disse.

Trump foi duramente criticado recentemente após demorar seis dias para prestar qualquer tipo de condolência ao governo mexicano após um tremor de magnitude 8,2 que também sacudiu parte da América Central e deixou dezenas de mortos.

Quase uma semana depois, Trump ligou para o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, para expressar condolências, mas deu uma curiosa desculpa para o atraso: problemas de "sinal" no telefone do governante do país vizinho.

Aquele terremoto, ocorrido no último dia 7, foi o segundo mais forte da história do México e teve 260 réplicas, levando ao temor de que repetisse a catástrofe de 1985, quando uma réplica de magnitude 8,1 sacudiu o país e deixou mais de 10 mil mortos. E justamente hoje completam-se 32 anos daquela tragédia.

O tremor registrado hoje no centro do México foi de magnitude 7 na escala Richter, segundo a última atualização do Serviço Sismológico Nacional (SSN), que inicialmente avaliou o tremor como de magnitude 6,8 e depois de 7,1.EFE

VIVENDO NO BRASIL 2

VENEZUELA EUA

Maduro diz que Trump é "o novo Hitler" da política internacional

EFE/PALACIO MIRAFLORES

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que seu homólogo americano, Donald Trump, é o "novo Hitler" da política internacional, após o americano afirmar que seu país está pronto para adotar novas medidas caso o líder venezuelano imponha "um regime autoritário".

"Com a agressão do novo Hitler da política internacional, o senhor Donald Trump contra o povo da Venezuela, supremacia racial, a supremacia imperial, hoje se expressou o magnata que acredita ser o dono do mundo, mas ninguém ameaça a Venezuela", disse Maduro em transmissão obrigatória de rádio e televisão.

Durante o seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que a Venezuela está "à beira do colapso total" e disse que os EUA estão prontos para adotar novas medidas se o presidente venezuelano "persistir no seu caminho para impor um regime autoritário".

O americano criticou a "corrupção" que destruiu "uma próspera nação, impondo a ideologia, gerando pobreza e miséria em todos os lugares onde chegou", e apontou que Maduro "desafiou seu povo" impulsionando uma Assembleia Constituinte para "preservar o seu desastroso governo".

Em resposta, Maduro pediu a Trump que "engula suas palavras de ódio e de guerra", durante o fechamento de um evento para a paz e a soberania realizado em Caracas.

Além disso, o presidente venezuelano criticou a atuação de Trump e a comparou com sua vida empresarial.

"Ele acredita que a Venezuela é um edifício de Nova York, que ele pode chantagear os donos que saem apavorados e lhe vendem seu país e o seu edifício. Mister Trump, a Venezuela não é uma imobiliária de Nova York, a Venezuela é a terra dos homens e mulheres mais heroicas da história da América", concluiu.EFE

COREIA DO NORTE PODE DESAPARECER

Em discurso na ONU, Trump ameaça 'destruir Coreia do Norte'

Trump disse que o mundo enfrenta ameaças destrutivas de Estados desonestos

presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai "destruir totalmente" a Coreia do Norte, caso não tenha outra escolha, em seu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (19).

Trump, que chamou o regime de Kim Jong-Un de "depravado", afirmou que "é hora de Coreia do Norte aceitar que a desnuclearização é o único futuro possível". Ele agradeceu à China e à Rússia por terem votado a favor de impor sanções contra o regime, após um teste nuclear realizado no mês de setembro.

Trump ainda defendeu que a comunidade internacional deve "fazer mais" contra a Coreia do Norte. "É hora de as nações trabalhem juntas para isolar o regime de Kim até que ele cesse seu comportamento hostil", afirmou, chamando o comportamento de Kim de "missão suicida".
Em sua fala, que durou 41 minutos, Trump disse que o desenvolvimento de mísseis balísticos e armas nucleares por parte da Coreia do Norte "ameaça o mundo todo".G1

RÚSSIA GUERRA FRIA

Morre oficial soviético que salvou o mundo em 1983 de nova Guerra Mundial

EPA/OLIVER KILLIG

O oficial que evitou em 1983 uma guerra nuclear entre a União Soviética e os Estados Unidos, Stanislav Petrov, morreu aos 77 anos em sua casa nos arredores de Moscou.

"Sim, ele morreu em maio", disse o Dmitri Petrov, filho do militar, à imprensa local nesta terça-feira.

A morte não tinha sido divulgada até então pela família de Petrov e só foi revelada depois de um cineasta alemão ter ligado para o militar no início de setembro para parabenizá-lo pelo aniversário.

O histórico incidente do qual Petrov foi protagonista ocorreu na noite de 25 de setembro de 1983, perto de Moscou. Não fosse a atuação do oficial, poderia ter havido uma guerra nuclear entre as duas principais potências mundiais da época.

Petrov estava de guarda em um centro de comando do sistema de alerta de ataques com mísseis da defesa aérea, quando os equipamentos elétricos deram um falso aviso de lançamento de foguetes intercontinentais dos EUA contra alvos soviéticos.

No entanto, o oficial não confiou nos equipamentos. Após checar os dados, conseguiu encontrar o erro e desativar a tempo o sistema de alerta de ataque nuclear.

Apesar de a URSS ter sido classificada como o "Império do Mal" pelo então presidente americano, Donald Reagan, Petrov se negou a acreditar que a III Guerra Mundial estava começando. Sua reação de revisar os equipamentos evitou uma hecatombe nuclear.

Petrov, que recebeu meses depois uma das principais honrarias do Exército da União Soviética, nunca contou nada a sua família. A proeza se manteve em segredo até a queda do regime, em 1991.

Ele jamais se considerou um herói e afirmava que simplesmente tinha feito seu trabalho.

A história de Petrov, na época um tenente-coronel de 44 anos, é contatada no documentário "O Homem que Salvou o Mundo", que estreou em 2014.EFE

BRINQUEDO REVOLUÇÃO

Fidget spinner: o brinquedo fenômeno de vendas

A moda começou nos Estados Unidos em fevereiro (Fonte: Reprodução/Alamy)

É possível girar o brinquedo em cima do nariz, no queixo, ou no dedo. Alguns têm luzes LED e cores vibrantes. O fidget spinner tem três lâminas que giram em torno de um rolamento. Com um toque na lâmina o fidget gira até 12 minutos, se for um modelo sofisticado fabricado no Japão. Originalmente criado para acalmar crianças hiperativas ou autistas, o brinquedo é um fenômeno de vendas desde o início do ano.

A moda começou nos Estados Unidos em fevereiro. Em maio, o fidget spinner liderava a lista dos 20 brinquedos mais vendidos na Amazon. Segundo Frédérique Tutt, analista do mercado global de brinquedos da empresa de pesquisa de mercado NPD, o brinquedo demorou apenas três semanas para ser vendido no mundo inteiro. Não se sabe o número exato de brinquedos vendidos, mas a NPD calcula que pelo menos 19 milhões foram vendidos nos EUA e na Europa nos primeiros seis meses do ano.

O sucesso começou com o compartilhamento dos fidget spinners por crianças e adolescentes nas redes sociais, sobretudo no YouTube e no Instagram. Os brinquedos são produzidos em grande quantidade na China, muitas vezes por empresas que fabricavam acessórios para smartphones. Outros são feitos com impressão em 3D.

A fabricação de um brinquedo pode demorar até três anos. Mas agora as pessoas estão mais atentas a modismos e querem lançar novos produtos no mercado com mais rapidez. Depois do sucesso do fidget spinner, os fabricantes e varejistas também ficaram mais atentos ao impacto das redes sociais. A empresa MGA, com sede na Califórnia, viu que muitas crianças tinham o hábito de assistir vídeos no YouTube, nos quais jovens abriam presentes. Inspirada na ideia da surpresa de novos presentes, a MGA fabricou a Boneca Lol Surpresa, com sete camadas de desenhos diferentes e divertidos, em apenas nove meses. Mais um fenômeno de vendas.

O bastão mokuru que dá cambalhotas com o toque dos dedos é o sucessor do fidget spinner como um brinquedo para diminuir a ansiedade e o estresse. A empresa britânica Peterkin já vendeu 40 mil bastões importados do Japão desde julho. No mundo atual, não surpreende que as propriedades terapêuticas dos brinquedos tenham virado moda.The Economist

terça-feira, 19 de setembro de 2017

MENSAGEM DO DIA

PGR SOB NOVA DIREÇÃO

Ao lado de Temer, Raquel Dodge faz duro discurso contra a corrupção

Há 30 anos no Ministério Público Federal, a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tomou posse na manhã desta segunda-feira (18/9)

Durante o discurso, a primeira mulher a assumir a chefia do Ministério Público Federal (MPF) fez um duro pronunciamento contra a corrupção, ao lado do presidente da República, Michel Temer, e dos presidentes do Senado e da Câmara, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), todos denunciados no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

Durante sua fala, Dodge afirmou que o MP tem o dever de cobrar dos que gerenciam o gasto público que o façam de modo honesto, eficiente e probo, "ao ponto de restabelecer a confiança das pessoas nas instituições de governança". A nova procuradora geral escolheu uma fala do papa Francisco para criticar os corruptos.

"A corrupção não é um ato, mas uma condição, um estado pessoal e social, no qual a pessoa se habitua a viver. O corrupto está tão fechado e satisfeito em alimentar a sua autossuficiência que não se deixa questionar por nada nem por ninguém. Construiu uma autoestima que se baseia em atitudes fraudulentas. Passa a vida buscando os atalhos do oportunismo, ao preço de sua própria dignididade e da dignidade dos outros", ressaltou Dodge citando o papa.CB

VIVENDO NO BRASIL 1

COMPORTAMENTO





OMS DOENÇAS BRASIL

Brasil está entre os líderes na luta contra doenças não transmissíveis

EFE/Gaston De Cardenas

O Brasil está entre os países que lideram a luta contra as doenças não transmissíveis, que a cada ano causam no mundo a morte prematura de 15 milhões de pessoas entre 30 e 70 anos.

De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o país só fica atrás de Costa Rica e Irã entre os dez Estados que registram os melhores resultados no objetivo de reduzir as principais patologias não transmissíveis.

As doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, o câncer e a diabete são aquelas de natureza não transmissível que acometem mais pessoas e causam mais mortes no mundo, 80% em países de média e baixa renda.

Essas doenças, que no passado eram associadas ao estilo de vida ocidental e de sociedades industrializadas, agora afetam particularmente os países mais pobres, que têm menos possibilidade de tratamento.

Segundo o relatório da OMS, a Costa Rica e o Irã são os dois únicos países que cumpriram 15 de um total de 19 indicadores, com os quais é medido o progresso na luta contra as doenças não transmissíveis.

Entre esses indicadores estão medidas concretas para reduzir o consumo de tabaco, de álcool, melhorar a dieta da população e promover a atividade física.

Também fazem parte o estabelecimento de um prazo para reduzir as mortes por doenças não transmissíveis, a implementação de políticas em vários setores com este fim e o reforço dos sistemas de saúde.

O Brasil está em terceiro lugar entre os dez países mais bem mais bem colocados pelos resultados obtidos, à frente de Bulgária, Turquia, Reino Unido, Finlândia, Noruega, Arábia Saudita e Tailândia.

Este grupo de países aplicaram 13 dos 19 indicadores propostos pela OMS, enquanto no outro extremo estão os países da África, onde nenhum cumpriu mais de oito.

Comentando estes resultados, uma das autoras do relatório, Leanne Riley, disse à Agência Efe que os países que estão à frente nos avanços contra as doenças não transmissíveis "são aqueles que investiram fortemente nesta área".

Sobre os casos de Costa Rica e Brasil, Leanne indicou que seus bons resultados podem ser atribuídos às medidas adotadas "para o controle do tabaco, para reforçar seus sistemas de vigilância, no seu enfoque sobre os fatores de risco".

Também destacou que os dois países "não ignoram as pessoas que estão sofrendo por estas doenças, e por isso reforçaram os serviços para detectar e tratar dos doentes".

No entanto, embora alguns países tenham progredido na luta contra as doenças não transmissíveis, o relatório da OMS reconhece que os avanços a nível mundial foram muito limitados desde a última avaliação global, feita há dois anos.

O diretor do departamento de Prevenção e Doenças Não Transmissíveis da OMS, Douglas Bettcher, disse que o mais provável é que o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável sobre a redução em um terço das mortes por essas doenças, no período 2015-2030, não será cumprido.

"Temos que agir rápido, antes que a oportunidade de salvar vidas evapore devido ao maior número de pessoas, em particular crianças, que sofrem de obesidade e diabete. Se não fizermos algo agora, estaremos condenando gerações futuras a uma vida de doença", comentou o especialista em uma entrevista coletiva.

Diminuir o risco de desenvolver uma doença não transmissível requer no dia a dia a redução do consumo de sódio e sal, eliminar as gorduras saturadas da alimentação e as bebidas com alto teor de açúcar, além de abandonar o sedentarismo, algo que não depende apenas das atitudes pessoais, mas também de políticas públicas.

Tudo isso é essencial para restringir ou proibir a promoção de alimentos não saudáveis, uma das medidas menos aplicadas pelos países em geral, segundo a OMS.

A indústria do tabaco foi a mais agressiva em relação a medidas para impedir as regulações a fim reduzir o tabagismo, mas a indústria alimentar também reagiu firmemente para tentar limitar o alcance de eventuais restrições.

"É desanimador que, apesar das recomendações que fazemos há uma década, os países não mostrem progressos, por exemplo, em proibir a publicidade de comida não saudável para as crianças", comentou Bettcher.EFE

EUA COREIA DO NORTE

Maioria dos americanos não confia em Trump para lidar com a Coreia do Norte

EFE/Michael Reynolds

A maioria dos cidadãos americanos não confia no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no que diz respeito às tensões com a Coreia do Norte enquanto o regime de Kim Jong-un impulsiona o seu programa nuclear, apontou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela emissora de rádio "NPR".

O levantamento, elaborado pelo instituto Ipsos, concluiu que 51% dos americanos questionam a capacidade de Trump para administrar as tensões com o governo norte-coreano, enquanto o 44% sim confia no governante.

A pesquisa também indica que 77% dos democratas dizem que não confiam no republicano para lidar com o assunto, enquanto 81% dos republicanos acreditam.

A sondagem revela que a maioria dos entrevistados acredita que os Estados Unidos têm a obrigação de proteger seus aliados no leste da Ásia e 74% dos entrevistados concorda que o país tem essa obrigação, contra 13% que pensa o contrário.

O estudo foi realizado nos dias 11 e 12 de setembro com 1.005 adultos, antes de a Coreia do Norte disparar na semana passada outro míssil que sobrevoou o Japão.

Em agosto, Trump intensificou o discurso sobre a Coreia do Norte advertindo que responderia com "fogo e fúria" se Pyongyang continuasse a ameaçar os Estados Unidos.

O presidente americano também insistiu que as opções militares permanecem sobre a mesa, enquanto a embaixadora do país na ONU, Nikki Haley, avisou no último fim de semana que a diplomacia está se esgotando com Pyongyang.EFE

ESPANHA COREIA DO NORTE

Espanha pede ao embaixador da Coreia do Norte para deixar o país

EFE/Javier Tormo

O governo da Espanha informou ao embaixador da Coreia do Norte em Madri, Kim Hyok Chol, que ele deve deixar o país até o fim de setembro.

O ministro de Relações Exteriores espanhol, Alfonso Dastis, que está em Nova York para participar na Assembleia Geral da ONU, disse que o diplomata norte-coreano foi convocado para ser informado da decisão, que está ligada aos testes nucleares e balísticos que vêm sendo realizados pelo regime de Pyongyang.

Segundo o ministro, o governo espanhol chegou à conclusão de que "era necessário dar este passo porque programas como esse são uma séria ameaça para a paz e a segurança internacional".

Dastis apontou ainda que a decisão foi tomada após "o embaixador e as autoridades coreanas terem sido advertidos reiteradamente".

Na última sexta-feira, a Coreia do Norte lançou um novo míssil que sobrevoou o norte de Japão após as duras sanções impostas pela ONU ao regime de Kim Jong-un pelo mais recente teste nuclear realizado pelo país.

O governo espanhol já tinha reagido às ações de Pyongyang em 31 de agosto ao reduzir de três para dois o número de funcionários da diplomacia norte-coreana em Madri.EFE

EUA CIA

CIA completa 70 anos com muitas histórias para contar

Funcionária na entrada do edifício da CIA em Langley, na Virginia. EFE/cedida pela CIA

A temível Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, o maior e mais poderoso serviço de espionagem do mundo, completou nesta segunda-feira 70 anos de missões ultrassecretas que dariam um bom filme.

Assassinatos, destituições de governos opostos às políticas dos EUA, golpes de Estado, financiamento e treinamento de grupos paramilitares e sequestros seletivos fazem parte da polêmica história da CIA, que nasceu no dia 18 de setembro de 1947.

Nesse dia entrou em vigor a Lei de Segurança Nacional, promulgada pelo presidente Harry Truman para unir o fragmentado corpo de inteligência no estrangeiro.

A CIA substituiu o Escritório de Serviços Estratégicos (OSS), criada em plena Segunda Guerra Mundial (1939-1945) para evitar ataques de surpresa, como o bombardeio japonês contra a base naval americana de Pearl Harbor, no Hawai, em 1941.

Tudo o que cerca a agência é "top secret", como o seu modelo e o seu orçamento, ainda que uma informação vazada em 2013 e publicada pelo jornal "The Washington Post" mostra que ela tem 21.575 funcionários e US$ 14,7 bilhões de financiamento.

Diferente da KGB soviética, seu grande rival na Guerra Fria (1945-1990), a CIA é proibida de agir em território nacional e, na prática, só presta contas ao presidente dos EUA.

Nesta segunda-feira, a Agência vai comemorar seu septuagésimo aniversário em grande estilo no seu quartel-general, um búnquer inexpugnável com modelo de campus universitário encravado no meio de uma espessa floresta em Langley (Virgínia), nos arredores de Washington.

"Teremos um bolo de aniversário", revelou à Agência Efe Jeannette S. Campos, porta-voz do Escritório de Assuntos Públicos da CIA, nos corredores do edifício principal da sede em Langley, ao detalhar que o diretor da Agência, Mike Pompeo, "cortará" o bolo.

No chão da entrada do prédio chama a atenção o famoso logotipo da CIA, em frente ao monumento aos agentes caídos em serviço: uma parede com 125 estrelas (uma para cada agente morto) esculpidas em um reluzente mármore branco do Alabama.

"A CIA protege os EUA e reforça a segurança global", comentou Jeanette, tentando desmitificar o "mistério" da Agência na percepção dos cidadãos: "Somos uma mistura de americanos comuns que conseguem coisas extraordinárias", explicou.

"A CIA tenta resolver os problemas mais difíceis do mundo", continuou a porta-voz, uma missão que em 70 anos de história apresenta sucessos notáveis, mas também fracassos estrondosos.

A agência pode cantar vitória na operação secreta "PBSUCCESS", que acabou em um golpe de Estado na Guatemala de 1954 contra o Governo democraticamente escolhido de Jacobo Arbenz Guzmán, contrário aos EUA.

Entre outras muitas atuações, a CIA também colheu sucessos na operação para prender - e executar - o mítico guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara na Bolívia em 1967, ou no financiamento e fornecimento de armas aos combatentes islamitas que lutaram contra a invasão soviética do Afeganistão (1979-1989).

No entanto, os espiões dos EUA sofreram a humilhação da fracassada invasão da Bahia dos Porcos (1961) para tirar o líder cubano Fidel Castro do poder, não previram a queda do comunismo e tampouco os ataques da Al Qaeda de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas de Nova York e o Pentágono em Washington.

Nas palavras do especialista americano em espionagem Tim Weiner, o 11S representou um "segundo Pearl Harbor".

Forças especiais dos EUA conseguiram no dia 2 de maio de 2011 matar em Abbottabad (Paquistão) o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, a quem a CIA paradoxalmente tinha treinado e financiado durante a ocupação soviética do Afeganistão.

O fuzil que Bin Laden tinha em poder em seu esconderijo de Abbottabad, um AK-47 de fabricação russa, pode ser visto como um troféu de guerra em uma vitrine do Museu da CIA em Langley.

Apesar de seus fiascos, o mito da CIA como organização infalível e onipresente se perpetuou durante décadas não só na mente dos seus inimigos, mas também no imaginário de muitos americanos influenciados pelos filmes de ação.

"Hollywood não nos reflete bem (...) Os filmes mostram explosões, perseguições de automóveis (...) Essa não é nossa vida", assegurou à Efe, sob anonimato, um historiador da CIA.

Talvez Henry Kissinger tivesse razão quando em 1971 viajou para a China, como assessor de Segurança Nacional do presidente Richard Nixon, e o premiê chinês Zhou Enlai perguntou a ele sobre as subversões da CIA.

O então futuro secretário de Estado respondeu que Zhou "superestimava enormemente a competência da CIA", e o governante replicou que, "quando acontece alguma coisa no mundo, sempre se pensa na agência."

"Isso é certo, e lhes agrada, mas não o merecem", admitiu Kissinger.

Pedro Alonso.EFE

VIVENDO NO BRASIL 2

CAIXÃO MODELO DELATOR...

COREIA DO NORTE ECONOMIA

Bitcoin é a carta na manga da Coreia do Norte para evitar sanções

EFE/MAXIM SHIPENKOV

O regime de Kim Jong-un é suspeito de uma nova onda de ataques cibernéticos com objetivo de obter bitcoins, o que revela seu crescente interesse nesta moeda digital como via para evitar seu asfixiante isolamento econômico.

Especialistas em segurança digital e serviços de inteligência de vários países acreditam que a Coreia do Norte esteve por trás de diversos ciberataques em grande escala nos últimos anos, entre eles o vírus WannaCry que paralisou os sistemas de informática de meio mundo, e agora advertem sobre um malware similar que ameaça as moedas digitais.

O regime de Pyongyang, habituado a métodos como o contrabando de bens e moedas para encher seus cofres, veria na obtenção ilícita de bitcoins uma alternativa para se financiar em um momento em que a comunidade internacional tenta sufocá-lo economicamente com as sanções mais duras impostas até hoje.

O interesse da Coreia do Norte pelo bitcoin remonta a 2012, no ponto alto desta moeda digital e muito antes de seu valor disparar a um níveis recorde este ano - superou os US$ 4.000 em agosto -, explicou à Agência Efe o analista de cibersegurança Simon Choi, da empresa sul-coreana Hauri Labs.

"O país asiático criou desde então suas próprias minas (sistemas de informática para gerar bitcoins) e casas de câmbio, e desenvolveu vários programas malignos relacionados com o bitcoin, tentando hackear serviços internacionais de compra e venda de criptomoedas", afirmou Choi.

"Acreditamos que a Coreia do Norte já tenha conseguido uma quantidade significativa de bitcoins, ainda que seja impossível saber quantos", disse este especialista em crimes na internet norte-coreanos e assessor dos serviços de inteligência de Seul.

As últimas vítimas foram quatro casas de câmbio sul-coreanas de moedas digitais, que sofreram ataques entre abril e julho, cujo rastro aponta para os mesmos "agentes norte-coreanos" suspeitos do hackeamento de bancos internacionais em 2016, segundo um recente relatório da companhia de segurança digital FireEye.

"Poderíamos estar presenciando uma segunda onda desta campanha: agentes com apoio estatal que tentar roubar bitcoins e novas moedas virtuais com vistas a evitar as sanções e obter moeda conversível para financiar o regime", segundo relatório desta firma americana.

Os hackers usaram técnicas de "spearphishing" (suplantação de identidade) usando como isca e-mails destinados a funcionários das casas de câmbio, e contaminados com o mesmo software malicioso que espalhou o pânico no setor bancário no ano passado, segundo a empresa de segurança digital.

Uma firma russa do mesmo ramo, a Karspersky Lab, também indicou os "vínculos diretos" entre a Coreia do Norte e o temível grupo hacker Lazarus, responsável por ataques como o sofrido pelo Banco Central de Bangladesh em 2016, considerado um dos maiores roubos cibernéticos da história (US$ 81 milhões).

O mesmo grupo é suspeito de ter propagado o vírus WannaCry, cujos "sequestros digitais" afetaram empresas e instituições de cerca de 150 países em maio passado, segundo a análise realizada pela Karspersky e pelos serviços de inteligência britânicos e americanos, entre outros organismos.

Os hackers exigiam "resgates" em bitcoins para liberar os computadores infectados pelo vírus, baseado em um software cujo elevado nível de sofisticação incluía partes do código idênticas ao de ataques anteriores relacionados com Pyongyang.

A Lazarus também foi relacionada ao "hackeamento" sofrido no final de 2014 pela Sony Pictures, após estrear o filme "A Entrevista", que narrava em tom de comédia o assassinato do líder Kim Jong-un.

No caso do WannaCry, os especialistas acharam endereços IP de "comando e controle" do software pertencentes a organismos estatais norte-coreanos, ainda que alguns analistas tenham explicado que poderia se tratar de uma artimanha dos verdadeiros criadores do vírus para esconder suas pegadas.

"É muito difícil saber com toda certeza quem está por trás de todos estes ataques", admitiu Choi, acrescentando que atribuí-los a Pyongyang "é apenas uma suposição, ainda que baseada em uma enorme quantidade de dados e compartilhada por muitas organizações e investigadores".

O montante total que a Coreia do Norte teria supostamente obtido através de ataques cibernéticos desde 2011 chega a US$ 97 milhões, segundo as estimativas do analista, que incluem os bitcoins saqueados de casas de câmbio sul-coreanas e os cobrados pelo WannaCry.

Esta moeda virtual pode ser armazenada e transferida de forma anônima e sem necessidade de passar por entidades bancárias, o que representa óbvias vantagens para um país sem acesso a serviços financeiros internacionais e sujeito a um embargo sobre praticamente todos os seus setores econômicos.EFE

ESTILO LADY GAGA

Após Rock in Rio, Lady Gaga adia turnê pela Europa por causa de dor crônica

EFE/Warren Toda

A cantora Lady Gaga adiou a passagem pela Europa da Joanne World Tour, que começaria no próximo dia 21 de setembro, em Barcelona, e terminaria sete dias depois em Colônia, na Alemanha, por causa das dores crônicas provocadas por uma fibromialgia, informou a produtora Live Nation.

A turnê só será realizada agora no início de 2018 por recomendação dos médicos. Segundo a Live Nation afirmaram que a cantora está "desolada" porque os fãs terão que esperar para vê-la no palco. Gaga também agradeceu a todos pelo "apoio e compreensão".

"A artista planeja passar as próximas sete semanas trabalhando com seus médicos para superar essas dores que ainda afetam sua vida diária e, para quando retomar a turnê, oferecer aos fãs a melhor versão do show que criou para eles", disse a equipe de Lady Gaga em um comunicado divulgado pela Live Nation.

Na semana passada, a cantora também cancelou o show que na última sexta-feira no Rock in Rio por causa das dores geradas por uma fibromialgia. Ela foi substituída pela banda Maroon 5.

Segundo a produtora da turnê da cantora pela Europa, os fãs que compraram ingressos para a turnê europeia devem guardá-los à espera de mais notícias sobre devolução ou validade.A Live Nation e Lady Gaga pediram "sinceras desculpas pelos inconvenientes que essa situação possa causar ao público europeu".EFE

EUA CINEMA

"It: A Coisa" não encontra rivais na bilheteira dos EUA

EFE/Mike Nelson

O filme de terror "It: A Coisa", baseado no popular romance homônimo de Stephen King, voltou a dominar a bilheteira dos Estados Unidos pelo segundo final de semana consecutivo, na frente de estreias como "O Assassino: O Primeiro Alvo" e "Mãe!".

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo site especializado Box Office Mojo, "It", dirigido pelo argentino Andy Muschietti, arrecadou US$ 60 milhões, uma cifra que situa os números globais do filme acima dos US$ 370 milhões nesse momento.

Com um orçamento de US$ 35 milhões, "It" conta como um grupo de crianças encara a ameaça de Pennywise, um sinistro palhaço com um terrível histórico de violência e assassinatos, cuja presença afeta a cidade de Derry, no Maine.

Bill Skarsgard, Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher e Sophia Lillis são os protagonistas.

"O Assassino: O Primeiro Alvo", por sua vez, garantiu o segundo lugar graças à arrecadação de US$ 14,8 milhões.

A produção narra a ascensão na CIA de um jovem (Dylan O'Brien) doutrinado por um veterano agente da Guerra Fria (Michael Keaton), uma dupla que deverá trabalhar unida para esclarecer uma série de ataques contra alvos militares e civis.

No terceiro lugar ficou "Mãe!", com apenas US$ 7,5 milhões, uma cifra muito abaixo da esperada.

Este filme de Darren Aronofsky mostra a relação entre um casal (Jennifer Lawrence e Javier Bardem) que é posto à toda prova quando uma série de pessoas chegam à sua casa de surpresa, deixando seu tranquilo mundo em frangalhos.

A quarta colocação ficou com a comédia romântica "De Volta para Casa", com US$5,3 milhões, que relata a história de uma mulher recentemente separada (Reese Witherspoon) que decide retornar a Los Angeles com as suas duas filhas pequenas em busca da felicidade.

Por último, "Dupla Explosiva", filme de ação protagonizado por Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson, completou o ranking de US$ 3,5 milhões.EFE

PORTUGAL EMPRESAS

Empresa "desconhecida" criada em 2015 vale hoje 15% do PIB de Portugal

EFE/Claudia Munaiz

Uma empresa que diz desenvolver tecnologias inovadoras e cujo valor estimado equivale a 15% do PIB de Portugal tornou-se um mistério para jornalistas e economistas portugueses, que tentam investigar suas atividades e descobrir como ela passou despercebida apesar de sua magnitude.

Segundo a imprensa de Portugal, a história da empresa, chamada "Yupido", conta com os ingredientes de um "thriller econômico": descoberta por um professor universitário que prefere não revelar sua identidade, foi criada em 2015 com um capital social de 243 milhões de euros; agora vale 29 bilhões, 15% do PIB português.

O altíssimo valor e outros detalhes, como o fato de a empresa ter como sede alguns escritórios em Lisboa nos quais ninguém parece trabalhar, chamaram a atenção inclusive da Polícia Judiciária (PJ) portuguesa.

Enquanto a PJ observa tudo o que gira em torno desse mistério, que ganha cada vez mais destaque na imprensa, as perguntas só aumentaram após a renúncia do auditor oficial de contas José Rito, que investigava o caso.

Segundo o jornal "Diário de Notícias", Rito deixou o cargo porque não se considera "satisfeito" com a análise anterior de um auditor independente que, com décadas de experiência, aprovou o espetacular aumento de valor da empresa.

Tampouco o convencem os dados apresentados pela administração da "Yupido", sobre a qual expressou sem reservas seu descontentamento.

"(A administração) Não me deu nenhuma informação objetiva que justifique o seu valor", afirmou taxativamente o auditor.

A saída de Rito é o último capítulo de um caso estranho sobre o qual foi levantado todo o tipo de especulação na imprensa, perplexa pelo desconhecimento de uma companhia cujo valor supera o de gigantes do país, como a de energia elétrica EDP e a petrolífera Galp.

As explicações parciais oferecidas recentemente pelo porta-voz da empresa, Francisco Mendes, pouco esclareceram o caso, algo que ele mesmo justificou com a necessidade de proteger a ideia "inovadora" na qual trabalham há meses.

"Esta não é uma empresa fantasma. Nunca foi. Existimos, somos pessoas, trabalhamos diariamente de forma árdua e não queremos ver o nosso trabalho assim", disse Mendes ao jornal digital "ECO".

O porta-voz afirma que a "Yupido" está disponível para esclarecer qualquer assunto à PJ porque suas atividades estiveram sempre dentro da legalidade.

"Apareceram coisas grotescas (na imprensa), como lavagem de dinheiro", lamenta Mendes, afirmando que no momento a empresa não pode divulgar muitas informações sobre seus projetos porque "outros competidores verão o que está sendo feito".

Segundo sua versão, a companhia portuguesa trabalha atualmente em "42 patentes" de tecnologias inovadoras sobre as quais se recusa a dar mais detalhes.

"Não posso descrever algoritmos na imprensa, porque isso põe em risco o nosso trabalho", acrescentou o porta-voz para justificar o mistério em torno da companhia.

No entanto, Mendes esclarece que existe uma força de trabalho e que a valorização multimilionária da "Yupido" não corresponde a dinheiro em espécie, mas a ativos intangíveis, que impulsionaram de forma espetacular o valor da empresa.

Com uma envergadura colossal, a "Yupido" esclareceu que, "no momento adequado", divulgará seus projetos "revolucionários", como considera a imprensa portuguesa, dado o seu valor e o caráter secreto com que continua trabalhando neles.EFE

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

MENSAGEM DO DIA

NA CIDADE UNIVERSITÁRIA/UFPA - SET 5


VIVENDO NO BRASIL 1




MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

O fim do mandato de Janot à frente da PGR

Janot esteve à frente da PGR nos últimos quatro anos (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Termina neste domingo, 17, o mandato de Rodrigo Janot no comando da Procuradoria Geral da República (PGR). Janot será substituído por Raquel Dodge, que toma posse nesta segunda-feira, 18.

À frente da PGR nos últimos quatro anos, Janot conduziu a maior operação de combate à corrupção no país já realizada pelo Ministério Público Federal.

A Operação Lava Jato abriu no Supremo Tribunal Federal (STF) 137 investigações. Entre os alvos estão o presidente Michel Temer, quatro ex-presidentes, 93 parlamentares, seis ministros do atual governo e dois ministros do Tribunal de Contas da União (TCU).

Mais de 100 pessoas que não têm foro privilegiado, incluindo lobistas, doleiros, ex-diretores de estatais e políticos sem mandato, também estão sendo investigados no STF. Há ainda outras dezenas de pessoas que tiveram os casos remetidos para instâncias inferiores.

Além da Lava Jato, que apura, principalmente, desvios de recursos de Petrobras, Eletrobras, Caixa e fundos de pensão, o MPF também investigou nos últimos quatro anos outros esquemas de corrupção no país, como as operações Zelotes e Ararath.

Foi também na gestão de Janot que se intensificou no país o uso da delação premiada. Apenas na Lava Jato foram validados 159 acordos.

Rodrigo Janot agora deve tirar 30 dias de férias antes de retornar à PGR como subprocurador-geral da República, cargo que ocupava anteriormente.G1

NO PARÁ DO AÇAÍ - SET 7

OCDE BRASIL

Brasil gasta bem menos do que a média global em educação básica

Apenas seis entre os países analisados gastam menos que o Brasil com alunos na faixa de dez anos de idade (Foto: Pixabay)

Na última terça-feira, 12, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou os resultados do estudo “Education at a Glance 2017”, que analisou os sistemas de educação dos seus 35 países-membros. A grande maioria deles tem economias desenvolvidas, mas há dez em desenvolvimento como o Brasil, a Argentina, a China e a África do Sul.

Segundo o documento, o Brasil gasta anualmente US$ 3,8 mil (R$ 11,7 mil) com um aluno do primeiro ciclo do ensino fundamental (até o 6° ano). O valor em dólar é calculado com base na Paridade do Poder de Compra (PPC) para comparação internacional. Enquanto isso, a média desembolsada por ano para cada aluno na mesma fase escolar nos países da OCDE é de US$ 8,7 mil. O país que lidera este ranking é Luxemburgo, que gasta US$ 21,2 mil por ano para cada aluno.

Apenas seis entre os países analisados gastam menos com alunos na faixa de dez anos de idade do que no Brasil, entre eles a Argentina (US$ 3,4 mil), o México (US$ 2,9 mil) e a Colômbia (US$ 2,5 mil). A Indonésia está em último lugar com apenas US$ 1,5 mil.

Nos anos finais do ensino fundamental e no médio, o Brasil gasta anualmente o mesmo valor de um aluno do primeiro ciclo do fundamental: US$ 3,8 mil. A média dos países da OCDE nos anos finais do ensino fundamental e médio é de R$ 10,5 mil por aluno. Esse valor é 176% maior que o do Brasil. Para piorar, o Brasil está entre os últimos na lista dos 39 países que forneceram dados a respeito.

No entanto, quando falamos sobre estudantes universitários, a quantia brasileira pula para quase US$ 11,7 mil (R$ 36 mil), mais do que o triplo das despesas do ensino fundamental e médio. E nesta fase da educação, que o Brasil se aproxima de países europeus como Portugal (US$ 11,8 mil), Estônia (US$ 12,3 mil) e Espanha (US$ 12,5 mil) e até ultrapassa países como a Itália (US$ 11,5 mil), República Checa (US$ 10,5 mil) e Polônia (US$ 9,7 MIL). A média do valor gasto pelos países da OCDE para cada aluno universitário por ano é de US$ 16,1 mil. Este valor é elevado por conta de países como Estados Unidos, Noruega, Luxemburgo e Reino Unido que gastam mais.

Nos últimos estudos, a OCDE tem destacado que o Brasil vem aumentando seus investimentos em educação. Para se ter uma ideia, os gastos em educação totalizaram 4,9% do PIB brasileiro, segundo o último dado disponível, enquanto a média dos países da OCDE é de 5,2% do PIB. A OCDE, entretanto, vem afirmando que é preciso aumentar os gastos por aluno do ensino fundamental e médio, que estão bem abaixo do considerado ideal pela organização.BBC-OCDE

MARCAS GLOBAIS

Empresas lutam contra a banalização das marcas

A expressão 'dar um google' hoje significa 'pesquisar na internet' (Foto: Flickr/bubbletea1)

Como você chamaria uma fotocopiadora? Se responder “máquina xerox”, é uma das muitas pessoas para quem o nome da marca registrada Xerox é empregado para designar o equipamento utilizado na reprodução de texto ou imagem. Assim como outras marcas cujo uso se generalizou, o verbo xerocar é empregado no sentido de fazer uma fotocópia em uma máquina xerox.

A maioria dos nomes de marcas “universalizadas” tem um uso regional. Os americanos que fazem turismo na América do Sul surpreendem-se com o uso coloquial de sua principal marca de refrigerantes, a Coca-Cola: “Você quer uma coca?”, é uma pergunta frequente nos bares. A marca Kleenex de lenços de papel, que pertence à empresa americana Kimberly-Clark, tem o nome de Tempo na Alemanha e o popular Band-Aid chama-se Hansaplast na Grécia e na Turquia. No México e no Brasil, as pessoas que querem comprar fita adesiva da marca Durex pedem um durex ao vendedor. Mas o nome também se refere à marca de preservativos Durex registrada em 1929 pela empresa britânica London Rubber Company.

É provável que o uso difundido do nome da marca seja uma ocasião para seu detentor brindar com champanhe na sala de reuniões, como um sinal de domínio do mercado. Ao contrário. O que os linguistas chamam de banalização tem uma conotação ainda mais pejorativa na área de marketing, ou seja, refere-se a produtos genéricos sem características especiais. Assim, por que distingui-los de outros produtos?

Por esse motivo, em uma tentativa de proteger sua marca o Google não quer que usem a palavra “google” como verbo, um hábito cada vez mais difundido em textos de língua inglesa, em que “to google” (dar um google) significa pesquisar na internet. Quando a Academia Sueca acrescentou a palavra ogooglebar à sua lista de neologismos, com o sentido de “algo que não se pode encontrar em mecanismos de busca na internet”, o Google insistiu que a Academia mudasse o significado da palavra para “algo que não se pode encontrar no mecanismo de busca do Google”. A Academia preferiu retirá-la da lista.

Outros detentores de marcas registradas também são exigentes quanto ao uso coloquial do nome. A empresa Adobe, fabricante do Photoshop, publica uma lista detalhada de regras de utilização de sua famosa marca. O uso do neologismo “photoshopar” com o significado de “editar uma imagem” é proibido pela empresa com o argumento que marcas registradas não são verbos. A Adobe quer que as pessoas digam “A imagem foi aprimorada com o uso do software Adobe® Photoshop®”.

Em Intellectual Property: A Very Short Introduction, Siva Vaidhyanathan, da Universidade da Virgínia, relatou a história de um homem que registrou sua marca de preservativos com o nome “Stealth Condoms: They’ll Never See You Coming”, em 1990. Logo depois, a Northrop Corporation, fabricante do bombardeiro Stealth B-2, processou-o pelo uso indevido do nome e dano à reputação de sua marca. As empresas têm o direito de adotar regras de uso de suas marcas, muitas vezes impositivas, porém não existe lei que obrigue as pessoas a obedecê-las.The Economist

ESTUDO ADOÇANTES

Adoçantes artificiais podem aumentar risco de diabetes tipo 2

Os resultados detalhados da pesquisa ainda não foram publicados (Foto: Divulgação)

Açúcar ou adoçante? Diante desta pergunta, muitas pessoas preferem a segunda opção. No entanto, um novo estudo sugeriu que adoçantes artificiais podem aumentar o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Os pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, ainda não publicaram seus resultados detalhados. Mas eles já apresentaram seu estudo na Associação Europeia de Estudos de Diabetes em Lisboa, em Portugal. Apesar de pequena, esta é mais uma pesquisa a mostrar também uma associação entre adoçantes artificiais e ganho de peso. A diabetes tipo 2 é relacionada com obesidade. As complicações podem incluir cegueira, ataques cardíacos e derrames.

O objetivo do estudo era investigar se grandes quantidades de adoçantes artificiais sem calorias alteram a habilidade do corpo de controlar os níveis de glicose no sangue. Para isso, alguns dos 27 voluntários receberam o equivalente a 1,5 litros de uma bebida diet por dia, em forma de cápsula de dois adoçantes diferentes: sucralose e acessulfame K. Eles tomavam as cápsulas três vezes por dia durante duas semanas, antes das refeições. Os outros voluntários receberam placebo.

No final de duas semanas, testes mostraram que a resposta do corpo a glicose foi prejudicada. Este estudo apoia o conceito de que adoçantes artificiais podem reduzir o controle do organismo nos níveis de açúcar no sangue.

No entanto, alguns especialistas dizem que não concordam com os resultados de que adoçantes artificiais poderiam aumentar o risco de diabetes tipo 2. “Mesmo se no futuro fique provado que os adoçantes artificiais são prejudiciais para a população em geral, isso pode não ser verdade em todos os casos. A diabetes tipo 2 surge de uma interação entre fatores ambientais e genéticos, muitos dos quais não entendemos ainda. Assim, é prematuro apontar o dedo para adoçantes artificiais, como elementos isolados de risco. A história completa provavelmente irá revelar-se muito mais complexa”, disse Inês Cebola, da Imperial College London.The Guardian

CELULAR SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Como carregar celular sem luz

Na falta de luz ou de tomada, existe uma técnica simples para carregar o celular (Foto: Pixabay)

O Brasil pode não estar sujeito a um fenômeno natural como o furacão Irma, que passou pelo Caribe e pelos Estados Unidos. No entanto, sempre há situações de emergência, nas quais ficar com o celular descarregado pode complicar ainda mais.

Na falta de luz ou de tomada, existe uma técnica simples para carregar o celular, usando um adaptador USB para carros, o cabo do celular, uma pilha de nove volts e um clipe de metal. Para isso, será preciso criar um pequeno campo elétrico artesanal de baixa intensidade.

Primeiramente, abra o clipe e o envolva no metal do polo negativo da pilha. Depois coloque o adaptador USB para carros no outro polo. Desta forma, o campo elétrico é gerado e o metal do clipe permite o fluxo de elétrons de um ponto a outro. Agora, é só fazer com que o clipe encoste na parte metálica do adaptador para que os elétrons fluam e gerem eletricidade. Em seguida, conecte o cabo do celular entre o adaptador e o celular.

O processo faz com que a energia química seja transformada em energia elétrica. O método vai possibilitar que você mande uma mensagem ou faça uma ligação de emergência.BBC

HORROR NA ESCÓCIA

Orfanato é suspeito de ocultar 400 corpos de crianças

O Smyllum Park funcionou de 1864 a 1981 e abrigou mais de 11.600 crianças (Foto: cascadenews)

Localizado na cidade escocesa de Lanarkshire, o orfanato Smyllum Park era uma famosa instituição que funcionou entre 1864 e 1981. Ao longo de seu tempo em atividade, o orfanato abrigou mais 11.600 crianças, a maioria delas provenientes de famílias muito pobres ou da classe operária.

Relatos de maus-tratos na instituição detalharam casos de crianças que foram brutalmente espancadas, negligenciadas ou expostas propositalmente ao frio. Segundo ex-internos, os maus-tratos eram perpetrados pela equipe do orfanato, em alguns casos por freiras.

Durante anos, estima-se que um número desconhecido de crianças morreram no orfanato. Porém, a causa exata das mortes e o local onde os corpos foram enterrados permaneceram um mistério. Até 2003, quando dois ex-internos revelaram uma descoberta perturbadora: uma sepultura coletiva coberta por vegetação, onde estão enterrados corpos de crianças mortas no orfanato.

A organização religiosa que geriu o orfanato, a Daughters of Charity of St. Vincent DePaul, confirmou que órfãos que morreram no Smyllum, de fato, foram enterrados no local. Em 2004, a organização indicou que, de acordo com seus registros, cerca de 120 crianças estavam enterradas na sepultura coletiva, que fica próxima a um cemitério da região chamado St. Mary’s.

Mas os dois ex-internos descobriram que esse número é bem maior. E uma pesquisa liderada pela rede BBC, em parceria com o jornal escocês Sunday Post, aponta que eles estão certos. A pequisa revelou que há corpos de pelo menos 400 crianças enterrados no local.

A conclusão se deu após uma varredura nos registros do orfanato. Ela mostrou que há registro de 402 mortes na instituição. A maioria morreu por doenças como pneumonia, tuberculose e pleurisia (inflamação do tecido que reverte o pulmão). Cerca de um terço dos mortos tinha cinco anos de idade ou menos. Após checar os dados, as equipes da BBC e do Post descobriram que, dos 402 mortos, apenas dois corpos foram enterrados em outro lugar.

A investigação também descobriu casos em que a morte não se deu por doenças ou causas naturais. É o caso de Francis McColl, que morreu no orfanato em 1961, aos 13 anos, vítima de uma hemorragia cerebral. Eddie McColl, irmão de Francis, disse aos repórteres da BBC que a hemorragia cerebral ocorreu após seu irmão ter sido golpeado na cabeça com um taco de golfe.

Andi Lavery, um dos que lidera as buscas pelos restos mortais dos ex-internos, chama atenção para a brutalidade da equipe do orfanato e para a forma indigna como os corpos das crianças foram tratados. Enquanto os corpos de freiras e membros da equipe do orfanato que morreram no período em que a instituição funcionou eram enterrados no cemitério St. Mary, em sepulturas próprias, com lápides de identificação, os das crianças recebiam um tratamento bem diferente.

“Por que eles deveriam morrer de fome? Por que eles deveriam morrer de doenças infecciosas tratáveis? Por que deveriam morrer por espancamento? […] Essas crianças eram colocadas em sacos e jogadas em um buraco no chão. Elas eram cruelmente espancadas e uma grande parte foi abusada sexualmente”, disse Lavery, que ouviu relatos de outros 100 ex-internos sobre as atrocidades cometidas no orfanato.

A organização Daughters of Charity of Saint Vincent DePaul disse que as descobertas devem ser investigadas. “A morte de crianças é sempre algo trágico. Qualquer indício de que algumas crianças morreram por outra razão que não seja causas naturais deve ser investigada ao máximo”, disse a assessoria da organização.The Washington Post

VIVENDO NO BRASIL 2

MEIO AMBIENTE ALASCA

Alasca sofre com acumulação de lixo em áreas remotas

Freezers, computadores, veículos e materiais tóxicos espalham-se por tundras e rios (Foto: Twitter)

O trabalho de coleta, seleção e processamento de lixo nas pequenas comunidades do Alasca acessíveis apenas por barco ou avião é muito difícil. Os freezers, computadores, veículos e materiais tóxicos espalham-se pelas tundras e rios poluindo o solo e a água. A fumaça proveniente de incêndios nos locais onde o lixo é depositado prejudica a saúde dos moradores e, muitas vezes, interrompe o funcionamento das escolas. A partir de 2020, o financiamento da Agência de Proteção Ambiental, que tem sido essencial para administrar o lixo nesses lugares distantes e de difícil acesso, será extinto.

Jan Olson é o administrador de Hooper Bay, um vilarejo com 1.200 habitantes na costa do mar de Bering, onde as crianças aprendem yupik, a língua dos esquimós, na escola. A pouca distância do povoado, os moradores podem abastecer suas despensas com a caça e a pesca de alces, focas, baleias, morsas, gansos, patos, peixes e mariscos.

Olson, cujo escritório fica a menos de 150 metros do local onde é depositado o lixo, calcula que os moradores jogam de cinco a dez geladeiras e veículos por ano no lixo, além de plásticos, computadores, baterias de carros, entre outros resíduos sólidos. Mais da metade das 6 mil casas de Hooper Bay não tem sistema de encanamento interno e, por isso, os moradores usam baldes como banheiros e jogam a água usada no lixão.

As pesquisas com moradores locais relacionaram defeitos congênitos, partos prematuros e nascimento de bebês com baixo peso, além de dores de cabeça e náuseas na população adulta, ao lixo depositado em lugares sem proteção ambiental. Segundo Olson, sem o subsídio do governo federal, o problema do acúmulo de lixo sem tratamento adequado irá se agravar nas pequenas comunidades do Alasca.
The Economist

RISCO DE BLECAUTE

Coreia do Norte deixa setor elétrico dos EUA em alerta

Setor está estudando formas de proteger os equipamentos (Foto: Flickr/woodleywonderworks)

Em 3 de setembro, quando a Coreia do Norte anunciou o teste feito com uma bomba de hidrogênio, que poderia ser usada para um ataque de pulso eletromagnético de alta altitude (EMP), o setor de energia elétrica dos EUA assustou-se. Os céticos acham que é mais uma bravata do líder norte-coreano Kim Jong-un. As agências reguladoras não exigiram medidas de segurança adicionais. Mas o setor de energia elétrica levou a ameaça a sério.

Cerca de 60 empresas de eletricidade estão financiando um programa de três anos para estudar o impacto potencial de um ataque EMP na geração e transmissão de eletricidade, além de pesquisar formas de proteger a rede elétrica. Essas preocupações não são novas. Em 1962, quando os EUA fizeram testes nucleares no oceano Pacífico, a rede elétrica do Havaí ficou danificada. As empresas também estudaram o fenômeno da tempestade geomagnética que interrompeu, em 1989, a distribuição de energia elétrica em Quebec, no Canadá.

Porém, a ameaça da Coreia do Norte atraiu mais a atenção para o assunto, disse Robin Manning do Electric Power Research Institute (EPRI). Em maio, uma audiência no Senado mostrou a relutância das forças armadas em compartilhar informações com empresas do setor elétrico e o desconhecimento de como manter a distribuição de energia elétrica no caso de um ataque de uma bomba de pulso eletromagnético.Mas desde então o diálogo melhorou, acrescentou Manning.

Um EMP tem três componentes, o E1, E2 e E3, que em alta altitude podem se espalhar por milhares de quilômetros. O E1 dura apenas alguns nanossegundos, mas pode danificar componentes eletrônicos, como computadores e a infraestrutura da rede elétrica. O E2 assemelha-se a um relâmpago, com uma duração maior que o E1, mas com uma amplitude menor. O mais longo, o E3, pode afetar as linhas de transmissão e os transformadores que conectam as centrais elétricas à rede.

Alguns dizem que um ataque à rede elétrica dos Estados Unidos poderia causar um blecaute catastrófico, com duração de meses. Em fevereiro, um estudo apresentado pelo EPRI revelou que detonações múltiplas do componente E3 não afetariam os transformadores. Mas as pesquisas sobre o assunto não terminaram.

Manning disse ainda que o setor de energia elétrica está estudando formas de proteger os equipamentos do eletromagnetismo, com o uso, por exemplo, da gaiola de Faraday e de estruturas metálicas que bloqueiam as ondas de rádio. O EMP também tem sido objeto de estudo de especialistas europeus e israelenses. As bombas eletromagnéticas não pertencem mais ao domínio da ficção científica, ao contrário são bem reais.The Economist

SUBNUTRIÇÃO FOME NO MUNDO

Fome no mundo volta a crescer após uma década em declínio

Relatório indica que há 815 milhões de famintos no mundo (Foto: Wikipedia)

Depois de uma década em queda, a fome no mundo volta a crescer. Um relatório elaborado por cinco organismos da Organização das Nações Unidas (ONU) indicou que houve uma disparada no número de pessoas subnutridas no mundo, apontando a violência e as mudanças climáticas como os principais causadores desse aumento.

Os dados do relatório revelam que, em 2016, o número de subnutridos aumentou 38 milhões em relação ao ano anterior, alcançando 815 milhões de famintos, o equivalente a 11% da população mundial. Os números indicam ainda que a fome afeta 155 milhões de crianças que sofrem déficit de crescimento e que 52 milhões de crianças sofrem uma insuficiência de peso em relação a sua altura.

De acordo com a economista da Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) Cindy Holleman, 489 milhões (60% do total) dos afetados estão em países assolados por conflitos. “Na última década vimos um aumento significativo nos conflitos. Enxergamos que os conflitos somados às alterações climáticas têm um efeito significativo”, afirmou a economista.

De 2005 a 2013, o número de subnutridos no mundo vinha diminuindo continuamente, despencando de 926 milhões de famintos para 775 milhões. Em 2014 e 2015, o número teve um aumento tímido, chegando a 776 milhões e 777 milhões, respectivamente, embora a porcentagem equivalente à população mundial tenha se mantido em queda – 10,7% e 10,6%.

Os números preocupam a ONU, que pela primeira vez divulgou o informe após adotar como meta erradicar a fome no planeta até 2030. “Isso lança um alarme que não podemos ignorar: não acabaremos com a fome e outras formas de desnutrição até 2030, a menos que abordemos todos os fatores que prejudicam a segurança alimentar e a nutrição. Garantir sociedades pacíficas e inclusivas é uma condição necessária para esse fim”, disse o texto do relatório.

América do Sul e Brasil

Outro dado destacado pela ONU é que 520 milhões de pessoas sofrem fome na Ásia (o que corresponde a 11,7% da população do continente), 243 milhões na África (20%) e 42 milhões (6,6%) na América Latina e Caribe. Além disso, pelo terceiro ano consecutivo, a América do Sul registrou aumento no indicador, levantando preocupação da ONU.

Segundo José Graziano, diretor-geral da FAO e ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome do governo Lula, o crescimento da fome na América do Sul é reflexo da “desaceleração do crescimento, do desemprego, da queda do salário mínimo e da deterioração das proteções sociais”. Graziano alerta que a fome poderá voltar a “locais onde estava erradicada”.

“A América Latina foi afetada pela queda nos preços de commodities, arrecadação e crescimento. É sintomático que o panorama mostre aumento de fome na América do Sul, que era a região que ia mais adiante no combate”, afirmou Graziano

No caso do Brasil, o relatório indica que a fome atingia cerca de 4,5% da população entre 2004 e 2006, cerca de 8 milhões de pessoas. Entre 2014 e 2016, essa taxa diminuiu para menos de 2,5%. Entretanto, um documento elaborado por 20 entidades nacionais e internacionais enviado à ONU há cerca de um mês alertou que existe o risco de que o país volte em 2017 a fazer parte do Mapa da Fome.

Food and Agriculture Organisation of the United Nations

CHINA TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS

China reduz retirada arbitrária de órgãos de condenados

Manifestantes em protesto pelo fim do transplante forçado na China (Foto: Twitter)

O sistema de transplante de órgãos da China já foi alvo de repúdio internacional por vender órgãos retirados de prisioneiros condenados à morte para pacientes dispostos a pagar vastas quantias de dinheiro por eles.

Hoje, o país finalmente caminha na direção contrária, graças ao empenho e perseverança do ex-vice-ministro da Saúde chinês, Huang Jiefu, e do cirurgião americano especializado em transplante de órgãos Michael Millis.

O uso de órgãos de prisioneiros sempre fez da China pária mundial no campo de transplantes. Recorrendo a órgãos de pessoas condenadas em um corrupto e desumano sistema judiciário, a China criou a segunda maior indústria global de transplantes, atrás apenas dos Estados Unidos.

Tratava-se de uma prática sistematicamente não regulamentada, na qual os órgãos eram entregues não aos pacientes que mais necessitavam, mas sim aqueles com as ofertas mais altas. Vastos lucros eram gerados, ao passo que a ética médica era deixada de lado. “Interesses financeiros guiavam a negligência profissional. O transplante de órgãos se tornou um jogo de riqueza e poder, sem qualquer justiça social”, disse Huang Jiefu, em entrevista ao Washington Post.

Também em entrevista ao Post, o advogado Yu Wensheng deu um vislumbre de como funciona a prática, com base em relatos de um de seus clientes que em novembro do ano passado dividiu cela com um condenado à morte. Segundo Wensheng, o prisioneiro condenado recebeu um formulário para assinar que indicava que ele “voluntariamente” aceitava doar seus órgãos.

“Os condenados tinham a opção de não assinar o formulário, mas ficariam altamente sujeitos a maus-tratos e sofrimento se optassem por não assinar. Caso assinassem, seus últimos dias seriam mais tranquilos”, disse Wensheng.

A mudança em relação à prática começou a acontecer em 2006, quando Jiefu se tornou o primeiro a assumir publicamente um segredo guardado pela classe médica chinesa: que os órgãos de condenados eram a base da crescente indústria de transplantes do país.

Na mesma época ele conheceu Millis. Ambos eram funcionários de centros ligados à Fundação Rockefeller e sua ramificação na China, a China Medical Board (CMB), e ao se conhecerem descobriram ter em comum o receio em relação à indústria de transplantes chinesa.

A dupla concordou em trabalhar junta para eliminar os transplantes irregulares feitos com órgãos de prisioneiros. Após chegarem à conclusão de que um fim abrupto à prática não era viável, pois iria gerar um mercado negro de órgãos, eles decidiram que a eliminação gradual era a melhor opção e começaram a pesquisar abordagens alternativas.

Jiefu elaborou um registro de doadores voluntários destinado a superar os interesses incrustados na velha prática e a tradicional aversão dos chineses em ter o corpo desmembrado após a morte. Assim entrou em voga no país um sistema no qual doadores se cadastram através da internet ou de um aplicativo, criando uma base de dados para encontrar receptores compatíveis. Assim que um órgão disponível é encontrado pelo sistema, médicos de pacientes que aguardam são avisados por mensagem de texto. O pagamento pelo órgão pode ser feito pelo Alipay, um sistema online de pagamento amplamente difundido. O cadastro já conta com mais de 230 mil pessoas.

“Nosso sistema é transparente e rastreável. Sabemos de onde cada órgão vem e para onde cada órgão vai”, diz Jiefu. O sucesso do sistema se refletiu na queda no número de centros de transplantes na China de mais de 600 centros sem regulamentação para 160 aprovados e registrados oficialmente.

O método ainda é alvo de ceticismo e muitos acreditam que a prática arbitrária persiste. No ano passado, por exemplo, a câmara dos deputados americana aprovou uma resolução condenando a captação forçada de órgãos na China apoiada pelo Estado, e acusando o Partido Comunista de matar presos políticos, mantidos encarcerados em segredo longe das penitenciárias comuns, para alimentar a indústria de transplante no país.

“Não podemos permitir que esses crimes prossigam”, disse a deputada republicana Ileana Ros-Lehtinen, ao apresentar a resolução. A deputada também acusou a China de promover uma ditadura cruel ao perseguir praticantes pacíficos de Falun Gong, movimento espiritual que ganhou força nos anos 1990 na mesma proporção que despertou desconfiança no governo chinês, sendo proibido em 1999 sob a pena de prisão. Lehtinen também chamou atenção para a “doentia e antiética prática” de retirar órgãos sem consentimento.

Porém, algumas pessoas estão otimistas e acreditam que a tendência está mudando. Um deles é o australiano Jeremy Chapman, ex-presidente da Sociedade Internacional de Transplantes, que no passado criticou duramente as práticas de transplante chinesas. “Tem ocorrido uma mudança substancial na China que caminha para a direção certa”, disse Chapman, em entrevista ao Post.

Jiefu está otimista, mas reconhece que ainda há muito a ser feito, especialmente para combater a clandestinidade. Ele prega tolerância zero em relação ao uso de órgãos de condenados, mas reconhece que isso é um desafio. “Em um país de 1,3 bilhão de pessoas, estou definitivamente certo de que há alguma violação à lei”, disse Jiefu, em uma conferência dada em fevereiro deste ano no Vaticano.The Washington Post

CULTURA EGITO

Muçulmanos no Egito tentam preservar herança judaica

O grupo tem planos de transformar outros templos israelitas em centros culturais (Foto: Pixabay)

Em alguns anos, uma das mais antigas comunidades judaicas do mundo desaparecerá. Hoje, a comunidade judaica no Egito está reduzida a apenas 20 pessoas, em comparação com pelo menos 80 mil judeus antes da Segunda Guerra Mundial. Seis judeus vivem no Cairo, sendo que quatro em casas de repouso para idosos. Mas Magda Haroun, uma senhora alegre e ativa de 65 anos, quer manter suas lembranças vivas. Com essa ideia em mente, ela criou a associação Drop of Milk dedicada a preservar a herança judaica do Egito. Dos 20 membros da associação, a Sra. Haroun é a única judia.

Alguns membros têm pais judeus que se converteram ao islamismo para não serem expulsos por Gamal Abdel Nasser, o ex-ditador egípcio que defendeu o nacionalismo árabe. Outros são casados ​​com judeus. Mas a maioria quer preservar o passado pluralista do Egito. “Estamos reabrindo uma página da história que foi excluída dos livros didáticos”, disse Amir Ramsis, que dirigiu um documentário sobre a vida dos judeus no Egito.

As 12 sinagogas no Cairo estão em mau estado de conservação. O grupo Drop of Milk reúne-se na sinagoga Sha’ar Hashamayim e tem planos de transformar outros templos israelitas em centros culturais. Os membros falam de um “renascimento” da cultura judaica. Duas vezes por semana eles se reúnem com o objetivo de aprender hebraico, para que possam catalogar os 20 mil livros guardados no porão da Sha’ar Hashamayim. Eles querem fazer uma exposição sobre a história dos judeus no Egito na sinagoga e proteger outros lugares históricos, como o cemitério judeu no Cairo.

Alguns egípcios não compartilham o entusiasmo do grupo pela preservação da cultura judaica. O Egito lutou quatro guerras contra Israel. Mesmo os judeus que lutaram ao lado dos egípcios contra o colonialismo britânico foram expulsos do país. A comunidade judaica dos EUA acha que a herança egípcia seria mais bem protegida fora do país.

Mas desde a revolução em 2011, que culminou com a renúncia do presidente Hosni Mubarak no poder há 30 anos, os novos governantes do Egito aproximaram-se da comunidade judaica. Em 2012, um líder da Irmandade Muçulmana, o poder dirigente do país na época, rompeu um tabu ao pedir aos judeus expulsos que retornassem ao país. Em agosto, o Ministério das Antiguidades começou a trabalhar em um projeto com um custo de US$6 milhões para restaurar o telhado da sinagoga de Alexandria.

Alguns veem os movimentos de aproximação do governo egípcio com a comunidade judaica como uma tentativa de conquistar a simpatia dos governos ocidentais. Outros alegam que é uma forma de preservar a cultura e a religião de alguns poucos judeus que ainda vivem no Egito. Ou talvez seja o resultado de quatro décadas de paz com Israel, que aproximou os egípcios da comunidade judaica. Mas é provável que o trabalho da Drop of Milk venha a ser uma importante reconstituição da relação dos judeus com o Egito que remonta aos tempos bíblicos.The Economist